DGPC investe 65 200 na compra de cinco obras

Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) adquire quatro fotografias para o Museu do Chiado e uma escultura para o Museu de Etnologia.

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decidiu adquirir cinco obras que vão reforçar as coleções de dois museus nacionais, o de Arte Contemporânea e o de Etnologia.

No caso do Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), foram adquiridas quatro fotografias da coleção de Isabel Vaz Lopes, "no valor total de 35 200 euros", refere uma nota enviada pela DGPC à comunicação social.

"Esta decisão surge na sequência de uma proposta de aquisição apresentada pelo Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) no passado dia 18 de outubro, referente a um total de seis obras da coleção privada de Isabel Vaz Lopes, que ali se encontra depositada", explica o comunicado.

Duas peças da série Shelter, de Augusto Alves da Silva, uma da série S/T de José Luís Neto e Full Moon, de Júlia Ventura são as peças adquiridas, especifica ainda o comunicado.

Para além das quatro obras compradas para o MNAC, o organimos liderado pela arquiteta Paula Silva noticiou uma outra aquisição. "No quadro da política da DGPC de incorporação nos Museus Nacionais vai ser adquirida, pelo valor de 30 mil euros, a escultura Discípulo escutando Buda (Myanmar, séc. XVIII/XIX), que integra a coleção de Victor Bandeira confiada ao Museu Nacional de Etnologia".

"Esta obra de caráter religioso integra a exposição De Regresso à Luz. Esculturas orientais em depósito da Coleção de Victor Bandeira, patente no Museu de Etnologia de 13 de outubro a 11 de fevereiro de 2018", refere o mesmo comunicado

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.