Artistas trouxeram garantias de revisão do modelo de apoio de reunião com Costa

Um dos participantes na reunião da comissão informal de artistas com o primeiro-ministro, disse ao jornalistas que foram dadas garantias de revisão do modelo de apoio às artes, no âmbito de um trabalho concertado com a tutela.

O encenador Bruno Bravo, da comissão informal, que hoje se reuniu durante mais de duas horas com o primeiro-ministro, António Costa, na residência oficial, em Lisboa, afirmou que lhes foram dadas garantias de que se "vai iniciar um trabalho concertado com os agentes artísticos e a tutela, com vista à revisão do modelo de apoio às artes".

"Saímos da reunião com a garantia do primeiro-ministro, de que se vai iniciar um trabalho concertado com a tutela e agentes artísticos, a fim de se rever o modelo de apoio às artes", disse o encenador que pertence à companhia Primeiros Sintomas.

Para tal, acrescentou Bruno Bravo, "é necessário que termine o período de audiências prévias [na sexta-feira], para depois se iniciar este diálogo".

José Luís Ferreira, que esteve na reunião em representação de agentes artísticos do Porto, afirmou, por seu turno, que saíram "convictos, de que haverá, a partir de agora, um olhar diferente para as políticas culturais".

"Não é só a revisão do modelo que está em causa, é toda uma política para a cultura", reforçou José Luís Ferreira.

Ler mais

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.