Costa Pina diz que não autorizou venda de Mirós

Carlos Costa Pina, antigo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças do Governo de Sócrates, nega ter aprovado a venda de obras de Miró, contrariando uma resposta do presidente da Parvalorem ao Ministério de Estado e das Finanças (MEF), a partir de uma pergunta do grupo grupo parlamentar do CDS/PP. "Não aprovei nenhuma venda de quadros, nem tal questão me foi colocada, pois de um despacho de "visto" sobre um relatório e contas não pode resultar tal conclusão. Pronunciei-me, sim, sobre a denominada segregação de ativos no BPN em geral proposta pela CGD, enquanto entidade responsável pela gestão do BPN à época", disse ontem o ex-governante ao DN.

Francisco Nogueira Leite, presidente da Parvalorem - sociedade anónima de capitais públicos criada em 2010 pelo Estado para gerir os ativos e recuperar créditos do ex-Banco Português de Negócios (BPN) -,respondeu ao MEF que um parecer de Carlos Costa Pina de agosto de 2010 sobre a venda de ativos não core do BPN permite nele incluir as obras de arte do pintor catalão. "Não foram dadas indicações nem pelo então Conselho de Administração do BPN nem pela tutela para que as obras de Joan Miró fossem transferidas para as sociedades- -veículo a criar", disse.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.