Cinema português invade (Festival de) Berlim

O cartaz do Festival de Berlim fica completo nos próximos dias. Salomé Lamas, Ivo M. Ferreira, Leonor Teles e Hugo Vieira da Silva têm trabalhos prontos e podem marcar presença

Nada é ainda oficial mas a Competição e o Forum podem receber muito cinema português na Berlinale que arranca a 11 de fevereiro. Os indícios estão à vista com vários títulos prontos e que fazem sentido nos critérios de programação de um dos maiores festivais do mundo. Será o ano dourado do cinema português?

O DN sabe que uma série de filmes tiveram acolhimento favorável do festival, podendo ser anunciados a qualquer momento o que, acontecer, seria um momento único no panorama nacional. "Estamos a tentar que Cartas da Guerra, de Ivo M. Ferreira, possa estar na competição oficial do Festival de Berlim. Diria que é um filme que tem valor para isso, um filme tipicamente perfeito para a seleção de Berlim! Aliás é a cara de Berlim...", avança o produtor da O Som e a Fúria, Luís Urbano, o produtor de um filme com um trunfo forte: António Lobo Antunes.

Cartas da Guerra nasce de uma adaptação das cartas de guerra do escritor português, reunidas e publicas com o título D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto. Recorde-se que Lobo Antunes é um autor de grande notoriedade na Alemanha e, em particular, no norte da Europa.

"A partir do momento em que se é selecionado, há depois outro patamar importante: tentar ser-se programado para a melhor altura do festival - os primeiros dias, altura em que o mercado está pujante. A partir daí é montar a banca e criar um buzz", refere Urbano, o último produtor português a conseguir uma obra em competição na Berlinale, Tabu, de Miguel Gomes, em 2012 - venceu o prémio Alfred Bauer e, a partir daí, tornou-se no mais espantoso caso de sucesso internacional português desde Vou para Casa, de Manoel de Oliveira.

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