Cinco factos curiosos sobre Prince

Sabia que o músico era testemunha de Jeová e andava a bater à porta das pessoas?

Chamavam-lhe excêntrico. Misterioso. E o músico, que morreu ontem, com 57 anos, gostava, sem dúvida, de alimentar essa imagem. Descubra algumas curiosidades sobre Prince:

1. Dormia muito pouco

Prince era um workhaolic. Vivia obsessivamente para a música. Ao longo da sua carreira de 40 anos produziu 38 álbuns de estúdio e muitas outras gravações.

Em novembro de 2015, em entrevista à Notícias Magazine, a fadista Ana Moura, que o conhecia bem, falou sobre a sua experiência em Paisley Park. "Ele é uma pessoa muito dedicada à música, workaholic. Ele vive no estúdio dele. Exatamente. Todos os dias há música no estúdio dele."

A sua dedicação era tal que várias vezes passou noites sem dormir, a trabalhar nos discos durante 20 horas seguidas. Isso mesmo, afirmou Prince numa entrevista à Rolling Stone em 1985: "Não há nenhuma outra pessoa que consiga ficar acordado tanto tempo quando eu. O que me mantém acordado é a música."

2. Era testemunha de Jeová

Foi o músico Larry Graham, antigo baixista dos Sly and the Family Stone, que influenciou Prince para que em 2001 ele se tornasse testemunha de Jeová. "Não o vejo realmente como uma conversão, mas mais como uma realização", disse Prince à revista New Yorker em 2008. Larry Graham era o seu mentor. "É um pouco como Morpheus e Neo no filme Matrix."

O músico começou a ir a reuniões em Kingdom Hall e, tal como as outras testemunhas de Jeová, tinha que, de vez em quando, bater às portas das pessoas para lhes falar das suas crenças. "Às vezes as pessoas ficam surpreendidas, mas na maioria dos casos reagem bem", contou.

3. Não acreditava na ideia de tempo

Pode parecer estranho, mas a verdade é que, em 1999, numa entrevista à televisão holandesa, Prince explicou porque é que considerada que o tempo era relativo e que a ideia de passagem do tempo não fazia muito sentido. "Não celebro os aniversários", disse. "Isso impede-me de contar os dias, ou seja, de contar o tempo, o que me permite ser hoje igual ao que era há dez anos."

Esta ideia de que o tempo não é algo tão concreto como se costuma pensar surgiu ainda em 1984, quando o músico lançou um disco intitulado 1999. Mais recentemente, em 2011, numa entrevista ao The Guardian, voltou a dizer: "O tempo é uma construção da mente. Não é real."

4. Precisava de uma cirurgia nas ancas

Com 1,57 metros de altura, Prince habituou-se a andar de saltos altos (o que muito terá contribuído para a sua forma sensual de dançar). Mas, a partir de 2005, começaram a surgir rumores de que teria um problema nas ancas.

Em 2009, o jornalista Roger Friedman escreveu que o músico chegou a ter uma cirurgia marcada mas se recusara a fazê-la - por ser testemunha de Jeová rejeitava as transfusões sanguíneas. "Ele tem muitas dores", dizia uma fonte próxima de Prince. E os analgésicos já não ajudavam.

O músico nunca confirmou esta informação, mas a verdade é que foi muitas vezes visto com uma bengala. Por exemplo, em 2013, quando subiu ao palco na cerimónia dos Prémios Grammy para a apresentar o vencedor de Disco do Ano. Poderia ser apenas um acessório para ter mais estilo. Ou não.

5. O roxo era a sua cor preferida

O roxo - purple - foi uma cor que acompanhou toda a vida de Prince. Claro que há o filme (e a música) Purple Rain (1984), com o qual ele ganhou o Óscar de Melhor Canção Original numa Banda Sonora.

Mas também há testemunhos de que a sua primeira casa em Chanhassen, Minnesota, e muitos dos seus carros e motos eram desta cor. Em 2006, o basquetebolista Carlos Boozer, que era também o proprietário da casa que Prince arrendou em Los Angeles, processou o músico por intervenções não autorizadas no imóvel: entre muitas outras alterações, tinha pintado parte do exterior da casa com riscas roxas e o seu "Love Symbol".

Em 2010, Prince gravou Purple and Gold, uma música dedicada à equipa de futebol americano Minnesota Vikings (que se vestem de roxo).

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