CCB reflete os 25 anos na próxima temporada e vai concluir o projeto inicial

A celebrar 25 anos, o Centro Cultural de Belém prevê a conclusão do projeto arquitetónico inicial, e reflete a efeméride na programação da temporada 2018/19, que foi apresentada nesta terça-feira

O 25.º aniversário do CCB é assinalado na programação a vários níveis, nomeadamente com uma exposição alusiva e um open day, no próximo dia 21 de março.

Isabel Cordeiro, do conselho de administração, realçou hoje, em conferência de imprensa, que "o CCB constitui, de facto, a primeira obra da democracia portuguesa, destinada a um usufruto livre e plural da cultura".

A exposição apresenta 25 fotografias no exterior do edifício, que documentam diversas fases da sua construção, e um vídeo de 25 minutos que conta a sua história, desde a fase de projeto até à atualidade.

Entre outras iniciativas está previsto a edição de um livro sobre o CCB, coordenado pelo arquiteto Nuno Grande, com a colaboração do arquiteto paisagista João Gomes da Silva e do artista António Campos Rosado, dos fotógrafos Daniel Malhão e Miguel Vale Figueiredo, este último que "acompanhou dia e noite, o desenvolvimento da obra", segundo Isabel Cordeiro, e ainda da ilustradora Ana Aragão.

O CCB abriu portas a 21 de março de 1993, mas só no próximo ano se iniciarão os trabalhos de conclusão do complexo, gizado pelos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, com a construção dos módulos quatro e cinco, a zona poente, onde se instalará um hotel e uma galeria comercial, anunciou hoje o presidente do CCB, Elísio Summavielle, referindo que "finalmente" foi regularizado o registo predial dos terrenos, depois de um "longo e penoso processo".

"O contrato deve ser fechado no próximo ano", disse Summavielle, que acalenta esperanças de obter para o CCB "uma receita simpática que lhe garanta mais sustentabilidade e mais ambição na sua missão estatutária".

Entretanto, como salientou Isabel Cordeiro, "são 25 anos que se fazem sentir e que implicam uma contínua e clara aposta na conservação e requalificação do edifício e dos equipamentos" e, neste sentido, será realizada "uma intervenção futura na sala Almada Negreiros, que verá a sua capacidade aumentada, e melhoradas as condições para a realização de congressos internacionais".

Também a sala Ribeiro da Fonte, junto ao Jardim das Oliveiras, será alvo de uma "obra de renovação", enquanto a sala Vitorino Nemésio foi recentemente ampliada, disse a responsável.

Nos dois auditórios que foram alvo de obras de beneficiação em 2016 e 2017, serão substituídos, de forma gradual, alguns equipamentos.

"Ao celebrar 25 anos, o CCB quis lançar um repto a três autores portugueses, Fernanda Fragateiro, Ricardo Bak Gordon e Ricardo Preto, na criação de uma linha exclusiva de peças de autor, de edição limitada", anunciou Isabel Cordeiro.

Elísio Summavielle destacou a cimeira de jazz europeia que acontecerá de 13 a 18 de setembro próximo, e disse que a programação Belém Cinema, que apresenta filmes clássicos em ecrã gigante, foi "uma aposta ganha", assim como os ciclos "Entrevista de Vida", com Anabela Mota Ribeiro, e "2084, imagine", com Graça Castanheira, tendo sublinhado que se regista "um equilíbrio financeiro, [na instituição] que foi duramente reconquistado, nestes dois anos".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Nuno Artur Silva

Notícias da frente da guerra

Passaram cem anos do fim da Primeira Guerra Mundial. Foi a data do Armistício assinado entre os Aliados e o Império Alemão e do cessar-fogo na Frente Ocidental. As hostilidades continuaram ainda em outras regiões. Duas décadas depois, começava a Segunda Guerra Mundial, "um conflito militar global (...) Marcado por um número significativo de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, resultando entre 50 e mais de 70 milhões de mortes" (Wikipédia).

Premium

nuno camarneiro

Uma aldeia no centro da cidade

Os vizinhos conhecem-se pelos nomes, cultivam hortas e jardins comunitários, trocam móveis a que já não dão uso, organizam almoços, jogos de futebol e até magustos, como aconteceu no sábado passado. Não estou a descrever uma aldeia do Minho ou da Beira Baixa, tampouco uma comunidade hippie perdida na serra da Lousã, tudo isto acontece em plena Lisboa, numa rua com escadinhas que pertence ao Bairro dos Anjos.

Premium

Rui Pedro Tendinha

O João. Outra vez, o João Salaviza...

Foi neste fim de semana. Um fim de semana em que o cinema português foi notícia e ninguém reparou. Entre ex-presidentes de futebol a serem presos e desmentidos de fake news, parece que a vitória de Chuva É Cantoria na Aldeia dos Mortos, de Renée Nader Messora e João Salaviza, no Festival do Rio, e o anúncio da nomeação de Diamantino, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, nos European Film Awards, não deixou o espaço mediático curioso.