"Blockbusters" cada vez mais formatados...

"Homem Aranha: Regresso a Casa", de Jon Watts

Drama de muitos blockbusters: que encontramos nesta nova aventura do Homem-Aranha que não esteja no respetivo trailer? Muito pouco, além da banal extensão de dois minutos e meio para mais de duas horas...

Até mesmo a cena visualmente mais aparatosa - com o herói a salvar um ferry boat partido ao meio - não consegue qualquer efeito de surpresa, já que está revelada no trailer (onde é mostrado, inclusivamente, o auxílio prestado pelo Homem de Ferro).

A favor do filme, podemos destacar a presença do novo intérprete, Tom Holland, 21 anos de muito talento (descobrimo-lo em 2012, no drama O Impossível, como filho do casal Naomi Watts/Ewan McGregor).

Resta a lamentação já tradicional: a formatação deste tipo de produtos acaba por menosprezar as qualidades dos próprios atores a que recorre.

Classificação: * (medíocre)

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.