Bjork confirmada no Festival Paredes de Coura

A cantora islandesa é a primeira confirmação para o Vodafone Paredes de Coura 2018. vai trazer a sua Utopia à Praia Fluvial do Taboão

Dia 18 de agosto é dia de Bjork em Paredes de Coura. "A curiosidade quase obsessiva por diferentes texturas musicais caracteriza a carreira da islandesa desde o seu início e faz dela uma das artistas mais influentes das últimas décadas. Um ser musical raro, original, com uma capacidade apelativa fora de série", apresenta-a a organização do festival e, comunicado divulgado ao início da noite.

Björk tem 52 anos e um longo percurso na música e em registos diversos, do rock à eletrónica, sempre tentando explorar e experimentar caminhos novos, cruzando referências com outras culturas, para lá da música anglo-saxónica dominante.

Depois de ter feito parte do grupo Sugarcubes, com quem atuou em Lisboa em 1989, editou sobretudo a solo, com álbuns como "Post" (1995), "Vespertine" (2001), "Medúlla" (2004) e "Biophilia" (2011).

O anterior disco da artista -- "Vulnicura" - data do começo de 2015 e, na altura, foi descrito pela própria como um "álbum de completo desgosto amoroso", com três canções compostas antes de uma separação e outras três depois.

Em março do ano passado, em entrevista à revista "AnOther", Björk disse estar a compor o novo trabalho, do qual já tinha três temas e no qual estava a trabalhar com o produtor Alejandro Ghersi, que dá pelo nome de Arca, com quem já havia colaborado.

"Ao álbum anterior chamamos-lhe 'inferno' -- foi como um divórcio! Então agora estamos a fazer o paraíso. A utopia. Fizemos o inferno, ganhámos alguns créditos", disse, na altura.

No percurso de Björk há também uma ligação ao cinema. Em 2000, Björk ganhou o prémio para melhor atriz no Festival de Cinema de Cannes, pelo seu papel no filme "Dancer in the Dark", de Lars Von Trier.

Björk atuou a solo pela primeira vez em Portugal em 1996, no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Em 2003 passou pelo festival Hype@Meco, na Herdade do Cabeço da Flauta, no concelho de Sesimbra, e em 2008 pelo festival Sudoeste, na Herdade da Casa Branca, perto da Zambujeira do Mar, no concelho de Odemira.

Em 2012 esteve prevista a sua atuação no festival Optimus Primavera Sound, no Porto, mas acabou por ser cancelada.

O Vodafone Paredes de Coura está marcado para a Praia Fluvial do Taboão nos dias 15, 16, 17 e 18 de Agosto de 2018. A cantora islandesa vai encerrar a 26ª edição do festival que na edição deste ano juntou cem mil pessoas.

Os passes gerais custam 85 euros, o Fã Pack FNAC Vodafone Paredes de Coura, que inclui o passe geral para o festival e uma t-shirt exclusiva, custa 85 euros.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.