Bilhetes nos Jerónimos passam a custar mais três euros

O bilhete normal custava 7 euros e vai passar a custar 10. Os aumentos vão dos 50 cêntimos aos 3 euros e abrangem 11 dos 24 equipamentos da Direção Geral do Património Cultural (DGPC), Entram em vigor a partir do dia 1 de junho.

A preservação deste património é uma das explicações para o aumento do preço do ingresso no Mosteiro dos Jerónimos.

A Torre de Belém aumenta um euros (passa a custar seis euros). O mesmo aumento se verifica no Panteão Nacional (custará 4 euros).

No Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC) o aumento é de 50 cêntimos, tal como no Museu de Arte Popular ou nas ruínas de Conímbriga.

Os museus passam a ser gratuitos apenas no primeiro domingo de cada mês, como o DN avançou na sua edição de sábado. A gratuitidade estende-se pelo dia inteiro.

As alterações na bilhética dos equipamentos da DGPC incluem ainda bilhetes para famílias de mais que quatro elementos e incluem os alunos das universidades senior.

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João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.