Bienal de Veneza atribui Leão de Ouro de Carreira ao africano El Anatsui

O artista ganês El Anatsui, 70 anos, vai receber o Leão de Ouro de Carreira na 56.ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, pela originalidade do seu trabalho e visão artística

De acordo com o sítio 'online' da organização do certame, o nome do artista foi sugerido pelo curador-geral da exposição internacional, Okwui Enwezor, e aceite pelo comité da Bienal de Veneza, presidido por Paolo Baratta.

Nascido em 1944, em Anyako, Gana, e a trabalhar desde 1975 na universidade de Nsukka, na Nigéria, El Anatsui tem trabalhado como artista, mentor e professor, influenciando várias gerações de artistas na região oeste do continente africano.

"É provavelmente o mais significativo artista africano a trabalhar atualmente. A atribuição do Leão de Ouro [da Bienal de Arte de Veneza 2015] distingue o contributo de El Anatsui em prol do reconhecimento dos artistas contemporâneos africanos no mundo", sublinha a organização.

Anatsui tornou-se membro da escola artística africana Nsukka, apresentada numa exposição no Smithsonian National Museum de arte africana, em 1997.

Ao longo do seu trabalho, o artista tem procurado integrar a tradição artística e cultural africana na arte contemporânea internacional, criando objetos do quotidiano imbuídos de signos filosóficos e idiomáticos.

Em 2014, foi distinguido como membro honorário da Real Academia das Artes, no Reino Unido, e eleito para a Academia Americana das Artes e Ciências.

A 56.ª Bienal de Arte de Veneza abre ao público no sábado com representações de 89 países, entre os quais Portugal, Brasil, Angola e Moçambique, e anuncia os premiados do certame, que contam, entre outros, com os vencedores do Leão de Ouro para a melhor representação nacional.

O Pavilhão de Portugal na 56.ª Exposição Internacional de Arte - Bienal de Veneza 2015 apresenta uma exposição com obras de João Louro, algumas inéditas, que representam oficialmente o país, no mais importante certame internacional desta área.

Moçambique participa pela primeira vez na Bienal de Arte de Veneza.

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