Benjamin Clementine e Jack White na lista de desejos para 2017

Benjamin Clementine e Jack White são os nomes que a organização do Primavera Sound gostaria de ver no cartaz do festival, que regressa ao parque da cidade do Porto nos dias 8, 9 e 10 de junho. E chegar aos 90 mil espectadores.

Houve dias quentes, noites frias, até chuva, como manda a primavera que se preze. A quinta edição do NOS Primavera Sound terminou ontem com os franceses Air como atração principal e recordes batidos: 80 mil pessoas cruzaram o pórtico de letras dançantes que as recebe no Parque da Cidade, pulmão verde da cidade do Porto, com vista para o mar. Mais três do que há um ano, menos 10 mil do que a lotação do recinto, objetivo traçado para 2017. Porque o festival volta, e já há datas: 8, 9, e 10 de junho.

O diretor do festival fez o balanço, ao lado do presidente da câmara municipal do Porto, Rui Moreira, numa conferência de imprensa de seis minutos na sala de imprensa do festival, que serviu para anunciar o recorde de audiência da quinta edição -- 80 mil pessoas -- e trocar juras de amor com os principais parceiros: a câmara municipal do Porto e o patrocinador principal. Ambos continuam no próximo ano.

2017 é um ano de eleições autárquicas, Rui Moreira vai de novo a votos (já com o apoio implícito do PS), e a fechar os três dias de ocupação no maior parque da cidade, falou de sustentabilidade e da ausência de lixo, conseguida graças ao método dos copos pelos quais era preciso deixar uma caução de dois euros.

Um negócio? José Eduardo Martins, sócio da empresa organizadora do festival, diz ao DN que "a mudança tornou o festival mais limpo". Números de copos devolvidos só depois do fecho de portas deste sábado.

Sobre a edição deste ano, o político do PSD e advogado, que "as pessoas confiam no Primavera Sound". Chama ao evento um "festival gourmet", "onde as pessoas não são agredidas. Não sai nada das colunas que não seja a música dos palcos". E, acrescenta, todas as marcas que aqui chegam sabem que não podem fazer "ativações de marca", o bom e velho chamar a atenção, com música ou produtos de plástico.

Para 2017, Martins gostava de ver Benjamin Clementine no palco principal. "Pode ser uma coisa histórica". João Barreiro, que há 25 anos participa na organização do festival Paredes de Coura, gostaria de ter o músico Jack White, "a solo ou num dos seus projetos".

Pelo recinto ouviu-se muito inglês e espanhol, até italiano, facto que José Eduardo Martins atribuiu ao facto de este festival, cuja marca nascem em Barcelona, "é um dos maiores do mundo". "Os mais melómanos têm opção numa cidade mais barata e na moda, o estado em que o Porto está, a baixa trendy que tem tudo para agradar ao nosso público", refere.

Este ano, acrescenta, pela primeira vez contaram com o apoio do Turismo de Portugal na divulgação internacional do Primavera Sound do Porto.

À semelhança de anos anteriores, uma das zonas mais populares do Primavera Sound é a que está reservada às crianças, em área resguardada do som, mas cheia de atividades para eles e tendas de índio para mudar fraldas, aquecer biberões ou estacionar carrinhos. "Há pais que vêm com os miúdos durante a tarde, vão deixá-los a casa às 21.00 e voltam", diz Lucília Neves, uma das seis pessoas que trabalha no festival por estes dias. Os miúdos chamam-lhe Lulu (também há a Juju) e conhecem-nas bem. Seja por repetirem presença no parque da cidade seja do Museu de Serralves, onde também fazem animação. E elas também decoram algumas coisas.

Marisa, uma menina de quatro anos, espanhola, é veterana do Primavera Sound. Há um ano também já tinha estado por aqui, com a mãe e o pai entre pinturas e trabalhos manuais. Pintaram-lhe uma joaninha grande na cara e, segundo a mãe, com o mesmo nome, quando chegou na quinta-feira encaminhou-se imediatamente para a zona das crianças. Do palco principal vinha a música dos portugueses Linda Martini.

"Eu estou aqui, o meu marido foi ver um concerto", diz Marisa Marco, explicando como se dividem nos cuidados à filha e o prazer de ouvir música. Há que explicar: "Gostamos muitos de festivais". E este ano, sem a filha, viram tudo o que queriam, incluindo Brian Wilson, no irmão mais velho deste evento, o Primavera Sound, em Barcelona. "O Brian Wilson", diz a pequenita, entrando na conversa.

A mãe diz que ela não é assim tão fã de música como, pelo menos como os pais, mas fixou o nome porque enquanto a Marisa, a mãe, foi para as filas da frente ver o Beach Boy, a filha e o marido ficaram atrás, sentados na relva. "Este festival é perfeito para trazê-los", diz, referindo-se às crianças. Outros pais pensam o mesmo. Pelas contas de material, Lucília Neves garante que pelos tipis passaram pelo menos meia centena de crianças. Pelo recinto todo eram 29 mil, um número que a organização contava repetir na noite de sábado, já em modo balanço e de olhos postos em 2017. E, quem sabe, Benjamin Clementine e Jack White.

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