Bailarino português Márcio Mota selecionado para competição Prix de Lausanne 2018

O bailarino Márcio Mota, aluno da Escola de Dança do Conservatório Nacional, foi selecionado para competir na 46.ª edição do Prix de Lausanne 2018, na Suíça, anuncia hoje a organização da competição internacional.

De acordo com a organização do galardão dedicado à dança, criado em 1973, e gerido pela Fondation en Faveur de l'Art Chorégraphique, foram selecionados 78 candidatos para a competição a decorrer de 28 de janeiro a 4 de fevereiro de 2018.

Um total de 380 candidatos - 297 bailarinas e 83 bailarinos - de 38 países tinham-se candidatado ao galardão e, na sequência de uma seleção, foram apurados 69, juntando-se a estes nove pré-selecionados.

Do mundo lusófono, além do português Márcio Mota, da escola de Lisboa, foram selecionados quatro bailarinos de nacionalidade brasileira: Isabella Faegnolli, Carolyne Galvão, Giovanna Pessoa e Thiago Silva.

Inicialmente, Portugal concorria com nove candidatos, do total de 380.

Os candidatos foram selecionados por um júri composto por nove membros, todos profissionais do mundo da dança.

No concurso podem participar jovens bailarinos e bailarinas em fase final de formação, com idades entre os 15 e os 18 anos. De acordo com o sítio 'online', a diretora artística do Prix de Lausanne, Shelly Power, acolheu com entusiasmo os selecionados e espera que os jovens aproveitem a experiência da participação no evento, considerado um dos mais exigentes da dança a nível internacional.

O júri foi composto por Kathryn Bradney, diretora da Igokat Dance Academy, Patrice Delay, codiretor da Geneva Dance School e do Geneva Junior Ballet, Nicolas Le Riche, diretor artístico do Swedish Royal Ballet, Leticia Mueller, ex-bailarina principal do Birmingham Royal Ballet, Clairemarie Osta, fundadora do L'Atelier d'Art Chorégraphique, Igor Piovano, diretor do Igokat Dance Academy, Élisabeth Platel, diretora da Escola de Ópera e Ballet de Paris, Shelly Power, diretora artística do Prix de Lausanne, e Sean Wood, também codiretor da Geneva Dance School e do Geneva Junior Ballet.

Ler mais

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.