Bailarino Harris Beattie ganha a medalha de ouro da Genée em Lisboa

Os vencedores da edição de 2017 no Teatro Camões, em Lisboa

O bailarino britânico de 18 anos foi o primeiro a vencer os três prémios mais importantes nesta competição de ballet: a medalha de ouro, o prémio de Melhor Coreografia e o prémio do Público

Eram 52 bailarinos, vindos de 14 países do mundo, com idades entre os 15 e os 19 anos. Chegaram a Lisboa na última semana para participar numa das maiores competições de ballet do mundo, a Genée International Ballet Competition, organizada pela britânica Royal Academy of Dance (RAD).

A final aconteceu neste sábado no Teatro Camões em Lisboa, cidade que pela primeira vez recebeu a competição, agora na sua 86.ª edição, e foi apresentada por Fátima Lopes. O júri anunciaria no final da noite os nomes que, entre os 11 finalistas, compunham o pódio. Harris Beattie, de 18 anos, levava o ouro. Lucy Christodoulou, de 17 anos, e Matthew Maxwell, de 15 anos, ambos australianos receberam a medalha de prata. O bronze foi entregue ao britânico Ryan Felix, de 17 anos, e à japonesa Lin Fujimoto, de 18.

Uma das características que distinguem esta competição, em que podem participar todos os alunos aprovados "com distinção" no exame Advanced II da RAD, é que não há categorias masculinas e femininas.

Este ano pela primeira vez, o mesmo bailarino venceu os três principais prémios da competição. Beattie, vencedor do ouro, ganhou ainda o prémio de Melhor Coreografia, e o prémio do público - Prémio Margot Fonteyn -, eleito pelos que no sábado compunham a plateia do Teatro Camões.

Onze finalistas dançaram três variações: uma de reportório clássico, outra original (assinada por um professor, pelo próprio, etc.), e uma outra coreografada pelo português César Augusto Moniz, coreógrafo convidado desta edição na competição que tem o nome da primeira presidente da RAD, Adeline Genée. O espetáculo de sábado aconteceu depois de cinco dias de coaching, com professores convidados e com César Augusto Moniz, e dois dias de semifinais, que decorreram no Teatro Tivoli.

"A das raparigas é neoclássica, dentro da linha do William Forsythe, e a dos rapazes é contemporânea e neoclássica, mais dentro da linha do Nacho Duato. Usei esses dois grandes mestres que eu tive para me inspirar", conta ao DN o ex-bailarino do Ballet Gulbenkian que conta uma extensa experiência internacional e é hoje muito conhecido pelo seu papel de jurado em programas televisivos como Let's Dance. "Sobretudo o solo das raparigas, em pontas, é muito difícil, mesmo", diz.

Um português e uma brasileira residente em Portugal, João Gomes e Emilia Pascual, ambos alunos do Conservatório Internacional de Ballet, da professora cubana Annarella Sánchez, estiveram na competição, mas não passaram à final. João foi o segundo bailarino português a participar na Genée, depois de Brígida Pereira Neves, em 2003.

O júri deste ano foi composto por Monica Mason, ex-diretora do Royal Ballet, Christopher Hampson, diretor artístico do Scottish Ballet, e Lynn Wallis, ex-diretora artística da RAD. Entre os medalhados pela Genée contam-se bailarinos que hoje dançam em companhias como Royal Ballet, American Ballet Theatre ou o Mariinsky Ballet.

A próxima edição da Genée, em 2018, já tem lugar: Hong Kong

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