Avicii cometeu suicídio

Família do DJ disse que Tim Berling "queria encontrar a paz"

O Dj sueco Avicii decidiu acabar com a própria vida, de acordo com um comunicado dos seus familiares, citado pela agência Reuters.

"Ele queria encontrar paz. O Tim não foi feito para a máquina dos negócios em que se viu envolvido. Ele era um jovem sensível que amava os seus fãs mas que detestava a ribalta", revela a família.

Tim Berling, de 28 anos, foi encontrado morto no dia 20 de abril em Omã, no Médio Oriente, onde se encontrava de férias.

Este é o primeiro comentário da família do músico após a notícia da morte de Avicii.

"Ele debatia-se com pensamentos como o Significado, a Vida, a Felicidade. E não conseguiu continuar. Ele queria encontrar paz", lê-se no texto partilhado pela família e onde se depreende que o artista decidiu acabar com a sua vida. No entanto, a agente do DJ, Diana Baron, não quis prestar declarações sobre o comunicado que foi hoje divulgado.

"O nosso amado Tim era uma alma frágil à procura de respostas para questões existenciais. Um perfeccionista que viajou e trabalhou muito e a um ritmo que o levou a um stress extremo ", lê-se ainda no comunicado da família.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.