Atrizes de fé

Anabela Moreira e o realizador João Caniço em Fátima

"Fátima", João Canijo

Elas vêem de longe. Em nove dias, 11 mulheres caminham a pé juntas até Fátima vindas de Vinhais Trás-os-Montes. Canijo filma a convivência feminina sem artifícios de narrativa convencional. É o seu novíssimo realismo a ser testado até às últimas consequências. Mas é também um espelho deste país de alcatrão e rezinguice crónica. Pode ser uma comédia humana, um melodrama de segredos e um conto de expiação. Estes caminhos de fé acabam por ser ficção encenada como se fosse documentário puro e duro.


Depois, como não poderia deixar de ser no cinema deste cineasta, há espaço para a verdade das atrizes. Anabela Moreira talvez melhor do que nunca, uma Márcia Breia a aferroar a perfeição e uma Rita Blanco a mostrar que é a maior atriz de composição deste país.
Fátima pode não estar nos píncaros de Sangue do Meu Sangue mas não é passo atrás na caminhada de Canijo.

Classificação: *** (bom)

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