Atores e músicos reagem à morte de Chester Bennington

O vocalista dos Linkin Park terá cometido suicídio

Chester Bennington, da banda Linkin Park, foi encontrado morto em sua casa, em Palos Verdes, perto de Los Angeles, nesta quinta-feira. O músico, que era casado e deixa seis filhos, terá cometido suicídio. Ao longo da vida, Bennington teve problemas com drogas e álcool. No passado, revelou ter pensado algumas vezes em suicidar-se por não conseguir lidar com o facto de ter sido abusado sexualmente em criança por um homem.

Ao longo das horas que se seguiram à notícia da morte de Bennington têm-se sucedido as mensagens de condolências e de desalento de amigos e companheiros de profissão.

Imagine Dragons, banda norte-americana: "Sem palavra. De coração partido. Descansa em paz, Chester Bennington"

One Republic, banda norte-americana: "Isto parte-nos o coração. O suicídio é o demónio que anda na terra entre nós"

Vicky Cornell, viúva de Chris Cornell, líder dos Soundgarden que se suicidou em maio: "Quando eu pensava que o meu coração não podia ficar mais ferido"

Gabourey Sidibe, atriz, protagonista do filme Precious: "Descansa em paz, Chester Bennington. Isto é como um pontapé no peito. O My December ajudou-me muitas vezes. A depressão é um monstro".

Ashley Greene, atriz, protagonista da saga Crepúsculo: "Triste por saber do desaparecimento do talentoso Chester Benning dos Linkin Park. O meu coração está destroçado pela família e pelos filhos"

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.