As mulheres e a música clássica, ou uma história reescrita muito recentemente

Durante muitos séculos desviadas da criação musical, as mulheres ocupam hoje lugar de direito na história da música erudita. O DN destaca aqui os nomes de cinco eminentes compositoras.

Ficaram muito tempo na sombra. Tempo de mais. Porque a ideologia dominante era masculina e as sociedades, patriarcais. Chegou até a circular como verdade "científica" que as mulheres eram desprovidas do pensamento abstrato indispensável à criação musical. E gerações delas foram educadas nessa crença. Mesmo assim, houve algumas que romperam esse "cerco" até o século XX trazer enfim a "libertação". Nestes cinco retratos estão mil anos de contribuição feminina para a música erudita ocidental.

Hildegard von Bingen

É a adição mais recente à lista de compositoras. E depressa se tornou das mais populares. E, depois, Hildegard é uma verdadeira personagem. Musicalmente, beneficiou da boa aceitação que vem tendo o canto gregoriano, acrescido da "curiosidade" de ser mulher.

Mas tratemo-la com respeito: Abadessa Hildegarda, que era esse o seu estatuto (e desde 2012 Doutora da Igreja). Contemporânea (um pouco mais velha) do nosso Afonso Henriques, ela foi uma figura preponderante na região renana alemã, num tempo em que os dignitários eclesiásticos eram não apenas os depositários da cultura, como amiúde de poder temporal/secular. Mais que isso, ela adquiriria voz própria e respeitada no espectro mais alargado do Sacro Império. Compositora, mística, poeta, Hildegarda fundiu as três esferas nas suas criações. A sua música está hoje já bem documentada em CD e no Youtube.

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