As grandezas da Lisboa de Felipe I

"Os mais imponentes edifícios da capital são do tempo de Filipe II, o período que nos ensinaram que era o mais negro da História." Quem o diz é o olisipógrafo José Sarmento de Matos

A Igreja de São Vicente de Fora, os conventos de Santo Antão-o-Novo e Santos-o-Novo e do Desterro e o Mosteiro de São Bento são cinco edifícios que marcam a entrada em cena de uma nova (e grande) escala arquitetónica em Lisboa. "No período que nos ensinaram que era o mais negro da História", diz José Sarmento de Matos, olisipógrafo especialista em arquitetura civil de Lisboa, sublinhando a contradição: os mais imponentes edifícios da capital são do tempo de Filipe II, I em Portugal.

É desta nova escala arquitetónica que vai falar nas próximas quatro segundas-feiras, às 18.30, no pequeno auditório da Culturgest, na terceira edição das suas palestras sobre a a arquitetura da cidade (entrada livre).

Uma Lisboa das Grandezas, resume o historiador, diante da Igreja de São Vicente de Fora, "a mais bonita de Lisboa", diz José Sarmento de Matos, e "a mais perfeita das obras encomendadas naquela época", a segunda metade do século XVI. Baltazar Álvares assina estas encomendas.

O arquiteto régio, licenciado em Filosofia e Teologia, é sobrinho de Afonso Álvares, que concebeu a Igreja de São Roque, e traz para o seu trabalho o "rigor clássico" dos italianos com quem estudou, diz Sarmento de Matos, apontando o trabalho da maior igreja da cidade que mostra a inspiração. "Tem um baldaquino como a Igreja de São Pedro de Roma."

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