As escolhas de Inês N. Lourenço para o Indie Lisboa

Estes são quatro filmes do Indie Lisboa que a crítica do DN considera fundamentais.

ADIEU PHILIPPINE, de Jacques Rozier

Cinemateca: dia 26, às 15.30, e dia 27, às 21.30

Jacques Rozier (n. 1926) é um dos Heróis Independentes deste Indie Lisboa. Apesar da veterania, continua a ser um segredo bem guardado - nenhum dos seus filmes estreou cá. Adieu Philippine (1962), título de nouvelle vague, é uma excelente porta de entrada para a sua obra. Um filme que capta o brilho da juventude francesa no início da década de 1960.

GRASS, de Hong Sang-soo

Cinema São Jorge: 3 de maio, às 21.45, e no dia 5, às 23.30

Sentada numa mesa ao canto de um café, a protagonista de Grass observa as representações do amor nos casais que ali circulam. E escuta as conversas. No fundo, é isto que faz Hong Sang-soo. Estamos no domínio das suas comédias humanas, e este filme não se desvia das intrigas e dos gestos que moldam o destino seguro que é o seu cinema.

LES SEPT DÉSERTEURS OU LA GUERRE EN VRAC, de Paul Vecchiali

Cinema Ideal: 5 de maio, 18.00

Paul Vecchiali, a quem em 2017 foi dedicada uma retrospetiva, regressa com dois títulos. Este é um deles: filme de guerra que não o é, com sete desertores que se encontram num bosque luminoso e comunicam como quem escreve literatura. A vitalidade do autor reside neste jogo de abstração, do tempo e lugar, onde reina a palavra.

STUDIO 54, de Matt Tyrnauer

Cinema São Jorge: dia 26, às 21.30, e 6 de maio, às 21.45

O título não engana. Este documentário sobre a lendária discoteca nova-iorquina - um dos símbolos da sociedade hedonista dos anos 1970 e 1980 - conta a história do próprio acontecimento de época, a partir dos proprietários e das celebridades a ele associados, atravessando a sua paisagem de divertimento noturno.

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