Arte urbana "Made in Portugal" é mostrada em Paris a partir desta sexta-feira

A exposição na GCA Gallery junta vários nomes portugueses e vai estar patente até dia 14 de julho

A exposição "Made in Portugal", na GCA Gallery, em Paris, junta obras de Akacorleone, Mário Belém, Gonçalo Mar, MrDheo, Nuno Viegas, Pantónio e João Samina, é inaugurada esta sexta-feira e fica patente ao público, a partir de sábado, até 14 de julho.

A inauguração, hoje, ao fim da tarde, conta com as presenças de Akacorleone e Samina, e pretende "apresentar uma parte da cena de arte urbana portuguesa", disse à Lusa Geoffroy Jossaume, diretor da GCA Gallery.

"Apresentamos um painel de sete artistas com obras muito ricas e variadas, tanto ao nível estético quanto em termos de técnicas. Portugal é um dos melhores lugares de 'street art' no mundo, é uma cena muito dinâmica, há muitas paredes pintadas e há uma enorme energia em Lisboa e no Porto", descreveu Geoffroy Jossaume, na apresentação da mostra, no final de maio.

O galerista, que entre dezembro e janeiro fez uma exposição individual do português Ivo Santos (Smile), explicou que "a arte urbana funciona muito bem em França, particularmente em Paris", mas que, apesar de haver "muitos artistas e galerias em Paris, só poucas galerias mostram artistas estrangeiros".

Geoffroy Jossaume tem, por isso, apostado "na cena europeia" e fez duas mostras coletivas de arte urbana "Made in France" e "Made in Italie", na galeria que tem em Nice, e agora quer mostrar a arte urbana portuguesa, na sua galeria de Paris, com "cerca de 20 obras de ateliê".

"Quero mostrar os portugueses ao público parisiense porque, ainda que a arte urbana seja um movimento instantâneo e internacional, e que a informação circule imediatamente na internet, as obras não circulam tão facilmente. O meu trabalho é mostrar o que fazem estes artistas além das paredes, ou seja, mostrar as obras de ateliê", explicou.

A exposição "Made in Portugal" começa três semanas depois da inauguração na capital francesa de duas exposições de Alexandre Farto, conhecido como Vhils, no centro cultural Centquatre-Paris e na galeria Magda Danysz, e após a inauguração de um segundo mural de Pantónio no 13.º bairro de Paris, onde também há paredes com rostos esculpidos de Vhils.

A mostra está integrada no programa da segunda edição da "Lusoscopie", uma iniciativa do Centro Cultural Camões em Paris, que promoveu exposições quase paralelas de artistas como Paulo Nozolino, Carlos No, Borderlovers (Ivo Bassanti et Pedro Amaral), José Loureiro, Alexandra de Pinho e Adriana Molder.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.