Antigos ministros PS negam ordem de venda dos Miró

Tanto Teixeira dos Santos como Gabriela Canavilhas garantem nunca ter dado orientações quanto à venda da coleção do BPN. Banco trocou e-mails com leiloeiras desde dezembro de 2008.

Os e-mails trocados entre gestores do BPN e as leiloeiras Christie"s e Sotheby"s no tempo do executivo de José Sócrates não provam que esse governo tenha dado indicações para vender a coleção de Joan Miró que pertencia ao BPN, defendem os ex-governantes Teixeira dos Santos e Gabriela Canavilhas. Tanto o antigo ministro das Finanaças como a ex-ministra da Cultura garantem não ter dado qualquer orientação no sentido de vender as 85 obras que esta semana teriam sido leiloadas em Londres não fosse o caso de a leiloeira ter cancelado o evento.

O semanário Expresso avançou ontem que o processo de venda da coleção do artista catalão começou no tempo do PS, algo que o secretário de Estado da Cultura atual, Jorge Barreto Xavier, dissera num esclarecimento escrito à Comissão de Educação, Ciência e Cultura acerca deste caso. Em declarações ao DN, esta sexta-feira, a ex-ministra da Cultura revelou ter feito um requerimento parlamentar a exigir provas e acusou o governante de estar a mentir ao parlamento. Ontem, Gabriela Canavilhas manteve o que já dissera. "Não muda nada. Uma coisa são as empresas estarem a desenvolver o seu trabalho, outra é estarem a agir em função de orientações do governo. O anterior governo não fez determinações nenhumas nesse sentido", garantiu a agora deputada socialista.

Teixeira dos Santos garantiu o mesmo. "Nunca dei qualquer orientação. Ou eu, ou, que eu saiba, qualquer outro membro do Governo ou do Ministério deu qualquer orientação de venda. Nem sequer fomos interpelados no sentido de nos pronunciarmos num cenário de venda. Nem fomos interpelados no sentido de dizer se deviam ser vendidos ou não", disse o ex-ministro das Finanças do governo socialista em declarações à Lusa.

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