A nova era de Daniel Craig num Bond de autor

"Spectre", de Sam Mendes

Rui Pedro Tendinha
Daniel Craig é James Bond© DR

Pela segunda vez um filme 007 consegue o consenso crítico. Pela segunda vez, Sam Mendes mete o seu dedo na série. Não vamos falar em coincidência mas é inegável que os detentores dos direitos de um dos mais lucrativos negócios da industria de cinema perceberam que é pela qualidade que podiam fazer a diferença. Nesta nova era de Daniel Craig, a série ganha agora uma complexidade que tresanda a "tour de force", um James Bond que parte em missão pessoal, em busca de um recado da antiga M, à procura do líder da maior organização criminosa internacional, a Spectre.

Veja o trailer:

O filme não é melhor do que o anterior Skyfall, mas é um dos grandes thrillers britânicos dos últimos anos, um estudo de personagem que redimensiona Bond como figura trágica. Daniel Craig incorpora cada vez melhor os códigos do espião num filme que talvez restabeleça em demasia fórmulas do passado: encontramos mais do que uma Bond Girl, o vilão mais comum, etc. Ainda assim, um espectáculo vibrante por um cineasta que quer deixar uma marca de cinema em cada sequência. Escusado será dizer que Chistoph Waltz é um espectáculo à parte.

Classificação: ****