Rejeição de fundos não compromete exposição de Amadeo no Porto

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) garantiu que a rejeição da candidatura para a modernização do Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, não vai impedir a realização da mostra

Lusa
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Em resposta à Lusa, a assessoria de imprensa da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) disse que o Museu Nacional de Soares dos Reis "assumirá a execução" da exposição que vai recriar a única mostra de Amadeo de Souza Cardoso, no Porto, que decorreu em 1916, e que deverá ser inaugurada no dia 01 de novembro, com curadoria de Raquel Henriques da Silva e de Marta Soares, ficando no Porto até 01 de janeiro de 2017 antes de abrir, em Lisboa, a 12 desse mês.

A candidatura a fundos comunitários foi submetida pela DGPC em parceria com os Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis a 31 de março no âmbito do Norte 2020 e rejeitada "por não cumprir todos os requisitos necessários", segundo a DGPC.

Também em resposta à Lusa, fonte oficial da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) explicou que "a candidatura com a designação 'Museu Nacional Soares dos Reis - Modernização e Dinamização' foi apresentada ao Norte 2020 ao concurso 'Património Cultural', não tendo sido admitida para a atribuição de financiamento após a análise da sua elegibilidade em conformidade com o regulamento do concurso".

"Face aos critérios estabelecidos, verificou-se que a candidatura não assegurava determinados requisitos de admissibilidade, designadamente o grau mínimo obrigatório de maturidade que permita lançar o procedimento concursal assim que o cofinanciamento seja aprovado. Em causa está, por exemplo, a falta de projeto técnico de execução (arquitetura e especialidades) aprovado", acrescentou a CCDR-N, que realçou que a DGPC e os Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis podem voltar a apresentar um projeto.

Algo que a DGPC reconheceu estar já em curso, "contando submeter a candidatura de novo, até ao final do mês de agosto 2016".

Em abril, a DGPC disse que "o objetivo primeiro desta candidatura foi poder corresponder à necessidade de concretizar os projetos decorrentes dos últimos 10 anos de trabalho do museu", sublinhando que as ações em causa se prendem com três vertentes: reconversão e modernização infraestrutural, internacionalização e dinamização de conteúdos, e capacitação.

Por seu lado, o Círculo Dr. José de Figueiredo -- Amigos do Museu Nacional de Soares dos Reis explicou, num texto enviado à Lusa, que a candidatura, num montante de 2,5 milhões de euros, "visa a modernização e dinamização da programação e das infraestruturas de forma a permitir uma melhor fruição pública".