Hotel Transylvania 2

Regresso ao universo dos vampiros pela mão de Genndy Tartakovsky

Inês Lourenço
Drácula e o seu aprendiz© 

O dispensável Hotel Transylvania 2 é um daqueles casos de sequela "porque sim", à sombra do incrível sucesso de bilheteira do anterior.

Depois da filha do Drácula (dono do Hotel Transylvania) se ter apaixonado por um humano, surge agora o respetivo casamento e o nascimento de um... humano, cujo destino deve ser transformar-se em vampiro. O novo desafio para o Conde é então treinar o pequeno Dennis no universo dos monstros, ou aceitar a sua natureza.

Em termos narrativos, percebe-se o esforço de continuar o tema do primeiro - a tolerância - numa linha de animação quebradiça, em que todo o género de comportamentos boçais são atributo garantido para colocar a pequenada a rir. Mas... resultará? É que, curiosamente, o pouco de atraente que este Hotel Transylvania 2 tem, corresponde à memória dos adultos, conseguindo algumas pérolas (como um disfarce do Conde Drácula de Francis Ford Coppola, ou o Fantasma da Ópera) que só a estes fazem sentido.

Enfim, interessará, acima de qualquer sensibilidade, garantir uma enxurrada de ação e comédia descartável, sem atenção real à iconografia das personagens.

Classificação: *