12 Grammy, um Óscar, um Globo de Ouro, um Pulitzer... e agora um Nobel

Cantor norte-americano já ganhou vários prémios ao longos dos mais de 50 anos de carreira - incluindo prémios que transcendem o mundo da música

DN
Bob Dylan a receber um Grammy em 1998© Reuters

O prémio Nobel da Literatura atribuído ao cantor Bob Dylan esta quinta-feira, junta-se à vasta lista de prémios que o norte-americano recebeu no passado, alguns dele tão controversos como este último.

Nos mais de 50 anos de carreira musical, Bob Dylan foi nomeado 42 vezes para um Grammy, o que bastaria para demonstrar o sucesso do cantor e compositor. Entre o "Álbum do Ano", "Melhor performance solo Rock", "Melhor Álbum Contemporâneo de Folk", "Melhor Álbum Tradicional de Folk" e "Melhor performance de Rock em grupo", Bob Dylan subiu 12 vezes aos palcos da cerimónia que premeia os melhores no mundo da música.

Com as suas letras e sonoridade, Bob Dylan conseguiu também impressionar a Academia dos Óscares e dos Globos de Ouro. O músico ganhou, em 2001, os prémios de "Melhor Música Original" dos dois gigantes do cinema com a sua composição "Things Have Changed", que faz parte da banda sonora do filme Wonder Boys.

Fora da música, o cantor também tem surpreendido ao acumular prémios que, à primeira vista, não lhe pertencem. Foi o que aconteceu em 20008, quando Bob Dylan recebeu um Pulitzer, prémio atribuído normalmente a jornalistas e escritores que realizem trabalhos excecionais.

Na altura, a nomeação do norte-americano gerou alguma controvérsia, ao que o júri do Pulitzer respondeu: este prémio é uma recompensa pelo "profundo impacto na música popular e cultura americana, marcadas pelas composições líricas e extraordinário poder poético" de Bob Dylan, segundo o New York Times.

Mais uma vez, Bob Dylan quebra as barreiras que dividem as várias formas de artes, sendo distinguindo com um prémio originalmente destinado a escritores.

As reações ao anúncio da Academia Sueca variam de quem elogia a inovação aos que consideram a escolha injusta. O que é certo e ninguém nega, é que o músico voltou a fazer história.