Adolescente à beira de um ataque de nervos

Crítica a "Lady Bird", de Greta Gerwig.

Seja à frente ou atrás da câmara, Greta Gerwig tem uma naturalidade contagiante. É isso que Lady Bird, a sua admirável estreia na realização, deixa evidente. Este é o retrato caloroso e alvoroçado da relação entre uma mãe e uma filha, que se torna também homenagem à cidade de Sacramento, capital da Califórnia, onde Gerwig tem as suas raízes. E não é apenas pela intimidade autobiográfica que Lady Bird alcança a fibra dos belos filmes de coming of age.

Há uma escrita cuidadosa e envolvente (a realizadora é igualmente argumentista), que une todas as pontas dramáticas desta história protagonizada por uma vibrante Saoirse Ronan - a atriz que capta aqui a essência humana de quem a dirige. Entre a comédia e o melodrama mais genuíno, este é um filme que busca a beleza da tempestade interior de uma adolescente prestes a experienciar a maioridade.

Classificação: *** (Bom)

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