Adília Lopes homenageada pela Companhia Nacional de Bailado

A poetisa, cuja obra deu o mote à atual programação da Companhia Nacional de Bailado (CNB), vai ser homenageada no sábado, no Teatro Camões, em Lisboa, com dança e poesia.

Adília Lopes vai estar no centro de uma sessão organizada pela Companhia Nacional de Bailado (CNB) no sábado, no Teatro Camões, em Lisboa, com dança e poesia.

De acordo com a CNB, a homenagem acontecerá durante uma "maratona de improvisação e leituras", aberta ao público, a decorrer entre as 17:00 e as 19:00 de sábado.

Na temporada anterior, a direção artística da companhia tinha escolhido a escritora Sophia de Mello Breyner Andresen, cuja obra é uma das influências assumidas por Adília Lopes, poetisa, cronista e tradutora, nascida a 20 de abril de 1960, em Lisboa.

Adília Lopes lançou o primeiro livro em 1985, Um jogo bastante perigoso, seguido de O poeta de Pondichéry e A pão e água de Colónia, e, em 2009, a editora Assirio & Alvim reuniu parte da sua obra em Dobra, reeditada em 2014.

O seu trabalho também foi usado no teatro, tendo a companhia Sensurround, da atriz e encenadora Lúcia Sigalho, criado um espetáculo baseado em textos da poetisa, intitulado A Birra da Viva.

A poesia de Adília Lopes tem sido traduzida para diversas línguas, nomeadamente italiano, francês, holandês, castelhano, entre outras.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.