Abriu concurso para três vigilantes para o Museu Nacional de Arte Antiga

A abertura do concurso para "três postos de trabalho no Museu Nacional de Arte Antiga, na modalidade de contrato", "por tempo indeterminado", na carreia de "assistente técnico", foi publicado hoje, em Diário da República.

A falta de vigilantes no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, tem sido uma constante, nos últimos anos, tendo a instituição chegado a encerrar salas, no verão de 2017, para garantir a segurança.

No passado mês de novembro, o diretor do MNAA, António Filipe Pimentel, disse à agência Lusa que iam ser substituídos quatro vigilantes e que o museu ia ficar com um total de 16, para uma instituição que "deveria ter 30 a 35, para vigiar os seus espaços expositivos".

Sobre as zonas expositivas que são mais afetadas com esta falta de pessoal, António Filipe Pimentel explicou que "são sempre mais preservadas as salas onde está a pintura e escultura portuguesas", enquanto "as de mobiliário português e presépios [são] as mais encerradas".

"Com as folgas, os turnos e um quadro de recursos humanos envelhecido, o museu continua a viver uma situação altamente preocupante e insuficiente. É preciso fazer uma gestão diária muito difícil", alertou.

O museu tinha recebido um reforço de seis vigilantes em julho último.

O Diário da República de hoje anuncia que está aberto o "procedimento concursal com vista ao preenchimento de três postos de trabalho no Museu Nacional de Arte Antiga, na modalidade de contrato de trabalho em funções públicas por tempo indeterminado na carreira e categoria de assistente técnico, para exercer funções na área de atendimento, vigilância, bilheteira, [e] loja".

Os candidatos devem ter "robustez física e perfil psíquico indispensáveis ao exercício de funções", "cumprimento das leis de vacinação obrigatória" e o 12.º ano de escolaridade, "não sendo admitida a possibilidade de substituição do nível habilitacional por formação ou experiência profissional".

A candidatura deve ser apresentada dentro de dez dias.

O MNAA, que é o segundo museu mais visitado do país, foi criado em 1884, e acolhe a mais relevante coleção pública de arte antiga do país, de pintura, escultura, ourivesaria, artes decorativas portuguesas europeias e da expansão marítima portuguesa, desde a Idade Média até ao século XIX.

É um dos museus portugueses com maior número de obras classificadas como tesouros nacionais.

Além dos Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, o acervo integra ainda, a Custódia de Belém, de Gil Vicente, datada de 1506, e Biombos Namban, do final do século XVI, que registam a presença dos portugueses no Japão.

Hieronymous Bosch, Albrecht Dürer, Piero della Francesa, Hans Holbein, o Velho, Pieter Bruegel, o jovem, Pieter de Hooch, Lucas Cranach, Hans Memling, Jan Steen, van Dyck, Giordano, Zurbarán, Murillo, Ribera, Poussin, Tiepolo, Fragonard são apenas alguns dos mestres europeus representados na coleção do MNAA.

Em 2017, o MNAA teve 212.669 visitantes, mais 21,1% do que no ano anterior.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.