"A ver se as pernas não me tremem e eu consiga pôr este Grammy dentro da alma"

Carlos do Carmo recebe na quinta-feira o Grammy Latino de carreira. O fadista vê neste prémio uma distinção para o país, mais que um reconhecimento individual.

Como é que recebeu a notícia que ia receber o Grammy?

Senti uma imensa emoção e uma imensa surpresa, foram estes os dois sentimentos que se conjugaram naquele momento. Tive conhecimento do prémio através de um telefonema do presidente da Academia, que me ligou para casa. Tenho de confessar que durante os primeiros cinco ou dez minutos pensei que fosse uma brincadeira, até porque há aí uma rapaziada do stand up com uma graça incrível, que faz umas imitações bestiais e eu estava desconfiado. Estive ali uns momentos, hesitante e em silêncio (risos), mas depois percebi que o homem estava a ir por um caminho demasiado sério para ser uma partida. E foi aí que entendi o que se estava a passar. Estivemos cerca de uma hora ao telefone, numa longa e amável conversa e a dada altura fez-me uma pergunta bizarra: "Nós consideramo-lo uma das seis figuras da música popular mundial e gostaria de saber se nos honraria recebendo o Grammy que lhes queremos entregar".

E o que respondeu?

Coloquei a questão ao contrário, dizendo-lhe que a honra era toda minha e agradeci-lhe em meu nome, do fado e do meu país. Ao que ele respondeu com uma espécie de piada, dizendo os portugueses não se dão a conhecer devidamente ao resto do mundo. Ou seja, que há uma crónica falta de divulgação da nossa música.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.