48 horas com Lobo Antunes a querer voltar para casa

O escritor esteve em Bruxelas, onde fez a única apresentação do seu novo livro. Em Haia, participou de um festival literário.

A mosca aproximou-se do espaço aéreo entre António Lobo Antunes e a entrevistadora e, apercebendo-se de que o ambiente estava a ferver, num segundo desapareceu da visibilidade que o foco de luz lhe proporcionou durante alguns segundos. Talvez Rosan Hollak tivesse desejado imitá-la logo que deu início à conversa com o escritor português no Festival Literário Crossing Borders, na Holanda. Tudo começou quando a jornalista e escritora pediu a Lobo Antunes para dizer o título do romance em português, para o público saber como soava, e este não o fez. Nem o justificou, pois - disse depois - não percebera o inglês dela.

Em entrevista ao DN, António Lobo Antunes critica o valor e a qualidade dos vencedores do Prémio Leya. Quanto ao mais recente, diz que nem Tolstói era o melhor aos 24 anos.

Leia mais pormenores na edição impressa ou no e-paper do DN

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.