180 estrelas com mais ou menos brilho no Comic Con

Com a estreia do novo episódio de Star wars em pano de fundo, Matosinhos torna-se de hoje até domingo uma paragem obrigatória para os habitantes da nossa galáxia com a Comic Con.

Até à última hora a organização do Comic Con Portugal está a anunciar novas presenças a somar a um número previsto de estrelas de séries televisivas, banda desenhada e literatura fantástica, entre outros géneros, que ultrapassa os 180 nomes. Os dois protagonistas mais recentes a marcar presença são os atores Clark Gregg e Simon Merrells, respetivamente conhecidos pelos papéis na série Agents of S.H.I.E.L.D. e Spartacus.

O evento tem início hoje e prolonga-se até domingo, e poderá ser o último a realizar-se em Matosinhos, cidade que tem sido a anfitriã do Comic Con até esta quarta edição. Uma decisão que ainda não está tomada e que será revelada no fim, sendo Lisboa a provável próxima localização. Em causa está, principalmente, a melhoria de condições logísticas para novas edições e mais oferta hoteleira e acessibilidade. Diga-se que a autarquia de Matosinhos contribui financeiramente com 100 mil euros para a iniciativa que no ano passado levou ao recinto da Exponor mais de 70 mil pessoas.

Os nomes mais sonantes, por serem do cinema e das séries televisivas, são muitos. Edward James Olmos é um deles, pois interpretou 35 anos depois em Blade Runner 2049 a mesma personagem que o tornou conhecido na primeira versão deste filme, mesmo que a sua carreira esteja muito para além desta participação, como foi o papel do comandante William Adama em Battlestar Galactica na televisão. Olmos tem uma história curiosa: "Comecei a representar para me tornar um melhor cantor. E isso transformou a minha vida. Descobri que a palavra falada é mais fácil de projetar do que a palavra cantada".

Atores não faltarão portanto, designadamente com projeção no pequeno ecrã. É o caso da portuguesa Daniela Ruah que tem um dos papeis principais na série NCIS: Los Angeles com a agente especial Kensi Blye; ou a atriz Kirsten Vangsness, conhecida pela personagem Penelope Garcia em Mentes Criminosas; Katherine McNamara, a Sonya da série Maze Runner, bem como Madison Iseman que interpreta Bethany em Jumanji. Outro dos rostos conhecidos é Dominic Purcell, o ator da série Prison Break, que lhe deu reconhecimento mundial.

A presença das séries televisivas será grande, sendo que a partir de hoje pode ser vista em antestreia o primeiro episódio de Colony, mas há outras áreas com forte presença. É o caso do Espaço Star Wars, que aproveita o lançamento hoje do VIII episódio da saga de George Lucas, sem esquecer a exibição do Batmobile utilizado no novo filme Liga da Justiça.

A banda desenhada será outra das principais atrações, pois não faltam autores importantes e novos nomes nesta área que estão a fazer sucesso com as suas criações. O mais importante da BD franco-belga é Hermann, mas está também o português Filipe Melo, o turco Mahmud Asrar de Wolverine, o brasileiro Rafael Albuquerque de Batman, ou Giorgio Cavazzano de Angry Birds, por exemplo. Ou Andrzej Sapkowski da saga The Witcher e Claire North de Harry August.

Outro dos momentos mais divertidos deste Comic Con é a convivência constante com cosplays, havendo um concurso para os melhores que recriam inúmeras personagens de filmes, banda desenhada, TV e jogos de vídeo.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.