Ilusionistas de cinco países "roubam" gargalhadas em Coimbra

Ilusionistas de cinco países começaram ontem a invadir as ruas e praças de Coimbra para "roubar" sorrisos e gargalhadas aos transeuntes com os seus truques de magia, uma arte que desafia a sonhar.

Apesar de ser uma edição condicionada por grandes restrições orçamentais devido à crise que afecta o país, ela mantém a "marca de qualidade" que é característica do festival, declarou à Agência Lusa o seu organizador, o mágico português Luís de Matos.

"Não podemos alhear-nos de que estamos num ano de crise. O constrangimento orçamental obrigou-nos a reduzir a diversidade dos países e a ir buscar alguns ilusionistas a Espanha", explicou.

Quatro dos nove mágicos participantes são espanhóis (Dani Daortiz, Yunke, Jessica Guloomal e Mago Vituco), dois portugueses (Luís de Matos e Andrély), um argentino (Chan-Tun) e duas ilusionistas provêm de França (Florette) e Alemanha (Roxanne).

"O que é importante é as pessoas perceberem que criativamente se pode, em plena altura de crise, encontrar formas alternativas de fazer cultura", observou Luís de Matos, frisando que esse constrangimento orçamental "é mais um teste para os Encontros Mágicos".

Luís de Matos referiu que já a edição de 2010 sofrera uma redução no seu orçamento, e que relativamente a essa o do presente ano diminuiu 21,3 por cento, situando-se nos 35 mil euros.

Isso não impede que sejam concretizadas seis dezenas de espectáculos de rua, duas galas e ainda sessões especiais para utentes do Hospital Pediátrico de Coimbra e do Estabelecimento Prisional de Coimbra.

Igualmente não limita a ambição de continuar a surpreender as pessoas, de as desafiar na sua capacidade de sonhar e de alcançar, ou até superar, os 15 mil espectadores das últimas edições.

Os Encontros Mágicos -- 15º Festival Internacional de Magia de Coimbra começaram hoje com uma sessão solene e encerram ao final da manhã de domingo com um espectáculo de magia de rua no Parque Vale das Flores. Sexta-feira e sábado, à noite, o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) acolhe as duas galas programadas.

Nessas galas estará em destaque a companhia Yunke, de Espanha, vocacionada para Grandes Ilusões, e que Luís de Matos confessou ser anseio, desde há sete anos, trazê-la a Coimbra.

Mas a edição deste ano fica também assinalada por um número considerável de mulheres ilusionais - Jessica Guloomal (Espanha), Florette (França) e Roxanne (Alemanha) - um aspecto que o público tinha notado, pelas sua escassez, em anos anteriores.

Para Luís de Matos, os Encontros Mágicos "são a reinvenção em cada ano de uma reunião improvável entre alguns dos maiores artistas do mundo e os transeuntes" de praças e ruas de Coimbra.

Na sua perspectiva, cada espectáculo "é irrepetível", porque "o elenco é diverso. É sempre uma combinação diferente de estilos, de estéticas, de formas de estar", e os diferentes públicos também influenciam no resultado.

Afinal, a magia é uma arte que desafia o público a sonhar, a converter em realidade, ainda que por instantes, sonhos dos homens, observam os organizadores.

Os Encontros Mágicos -- 15º Festival Internacional de Magia de Coimbra são uma realização conjunta da Câmara Municipal e da empresa Luís de Matos Produções.

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