Homem ataca quadro de czar por não concordar com o artista

Pintura retrata o czar Ivan, o Terrível, com o filho moribundo, depois de o ter morto

Tinha bebido demasiada vodka e sentiu-se "oprimido por algo", além de considerar o quadro "impreciso". Foi esta a justificação de um homem de 37 anos para vandalizar o quadro "Ivan, o Terrível, com o seu filho a 16 de Novembro de 1581" do artista russo do século XIX, Ilia Repin. O homem "atacou" o quadro quando faltavam apenas cinco minutos para a galeria de arte encerrar. A pintura, exposta em Moscovo, ficou danificada em três sítios diferentes.

De acordo com o Guardian, o homem passou pelos seguranças e usou uma barra de metal, das que costumam estar na galeria pública de Tretyakov para impedir que o público se aproxime demasiado das pinturas, e foi com este objeto que atingiu o quadro. Com a barra de ferro, conseguiu partir o vidro que protegia a pintura e rasgou a tela em três áreas.

O quadro ficou bastante danificado, de acordo com a galeria de arte, que adiantou que "por uma feliz coincidência" os elementos mais preciosos da pintura - a representação dos rostos e das mãos do czar e do filho - não foram atingidos.

O quadro é um dos mais famosos mas também um dos mais controversos da Rússia, uma vez que retrata o czar Ivan, o Terrível, a segurar contra o peito o filho moribundo, depois o ter morto. Retrata um acontecimento histórico, ainda que os nacionalistas russos contestem a sua veracidade.

O Ministério do Interior russo divulgou um vídeo com o alegado suspeito a confessar que tentou destruir o quadro porque tinha bebido demasiada vodka. No entanto, a agência de notícias Tass, citada pelo New York Times, revelou que o homem, natural da cidade de Voronezh, a cerca de 480 quilómetros de Moscovo, disse ter atacado a pintura porque a considerava era historicamente imprecisa.

Ivan, o Terrível, é considerado um dos governantes mais cruéis da história da Rússia: um tirano sanguinário que matou o seu próprio filho. No entanto, a figura do czar tem sido defendida pelos nacionalistas que argumentam que o quadro fazia parte de uma campanha de difamação.

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