"Era mais importante estar nas escolas do que no Panteão"

Sophia de Mello Breyner será amanhã trasladada para o Panteão Nacional. Dez anos após a sua morte a família preferia que a obra da poeta voltasse aos currículos escolares.

"Panteão, o templo de todos os deuses, transformou-se num túmulo de homens e mulheres aos quais se quer garantir a eternidade." Quem o diz é José Manuel dos Santos, diretor artístico da Fundação EDP, autor do repto de dar a Sophia de Mello Breyner honras de Panteão, no dia em que passam dez anos sobre a sua morte e no ano em que se celebram os 40 anos da revolução de Abril.

A cerimónia decorre amanhã e Sophia sairá do cemitério de Carnide para o Panteão Nacional. Ela que fez do mar uma totalidade idêntica à que ela aspirava aceder com a sua poesia, poderá não ter garantida a eternidade mas terá certamente uma vista mais bela.

Em declarações ao DN, Maria Andresen, filha da poeta, mostrou-se cética em relação a esta trasladação: "Retiraram a poesia da minha mãe dos currículos escolares para lá colocarem poetas menores, considero mesmo que há uma tentativa subterrânea para a obliterarem. Ainda recentemente um poeta português foi galardoado com o prémio Rainha Sofia e não houve por parte dos media uma única referência ao facto de a minha mãe ter sido a primeira portuguesa e a primeira mulher a recebê-lo..."

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