É possível liberdade sem pensamento científico?

Ciência, liberdade e democracia são três ideias-chave para conseguir uma sociedade verdadeiramente livre. Esta a ideia base de uma tese que analisamos esta semana no Quociente de Inteligência, o suplemento cultural do DN.

A tese parte dos exemplos históricos das revoluções Americana e Francesa. Ambas foram inspiradas pelas ideias Iluministas, ambas tiveram por base os princípios sintetizados nas palavras Liberdade, Igualdade, Fraternidade, mas os resultados de ambas foram muito diferentes. O período pós-revolucionário americano valorizou a liberdade individual e abriu caminho à criação de uma democracia que viria a criar o país mais desenvolvido do mundo. Já França entrou no que a história viria a chamar O Terror, marcado por julgamentos sumários seguidos de execuções públicas, que levou ao poder Napoleão, imperador que mergulhou a Europa em guerra.

Para Timothy Ferris, autor e cientista norte-americano, a diferença destes resultados a médio prazo deveu-se à forma como a ciência - mais concretamente, o pensamento científico - foi aplicada dos dois lados do Atlântico: autonomia individual para a investigação na América; tentativa de controlo da ciência pelo poder político no Velho Continente.

Ao leitor, deixamos o debate: É possível haver liberdade sem pensamento científico?

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