E os nomeados para o Prémio Autores são...

Os vencedores serão conhecidos no dia 22 de março, numa cerimónia que se realizará no Teatro Nacional D.Maria II

A Sociedade Portuguesa de Autores já revelou a lista de nomeados para o Prémio Autores 2016. A lista engloba 8 categorias que abrangem as áreas da televisão, música, teatro, dança, artes visuais, cinema, rádio e literatura.

A novela A Única Mulher, o filme As Mil e uma Noites, os discos Quarto Crescente e Exctint ou a peça Demónios são alguns dos nomeados, assim como a atriz Maria Rueff, o cineasta João Salaviza e o músico Diogo Piçarra.

Ao todo são mais de 60 os nomeados para o Prémio Autores. A cerimónia de entrega realiza-se no dia 22 de março, no Teatro Nacional D.Maria II em Lisboa e irá ser transmitido em direto na RTP2.

TELEVISÃO

MELHOR PROGRAMA DE INFORMAÇÃO

Sobreviventes

Autoria Jornalística: Sofia Arêde - SIC Notícias

O amor não mata

Autoria Jornalística: Ana Sofia Fonseca - SIC

Carta ao meu Avô

Autoria Jornalística: Sofia Pinto Coelho e João Nunes - SIC

MELHOR PROGRAMA DE FICÇÃO

Os Maias - Cenas da Vida Romântica

Autoria: João Botelho, adaptação cinematográfica da obra homónima de Eça de Queirós

Realização: João Botelho -RTP

A Única Mulher

Autoria: Maria João Mira e André Ramalho, com ideia original de José Eduardo Moniz

Realização: António Borges Correia - TVI

Coração D' Ouro

Autoria: Pedro Lopes

Realização: Sérgio Graciano - SIC

MELHOR PROGRAMA DE ENTRETENIMENTO

Visita Guiada

Autoria: Paula Moura Pinheiro - RTP 2

Isto é tudo muito bonito, mas

Autoria:José Diogo Quintela, Miguel Góis e Ricardo Araújo Pereira

Realização: Luís Salvador - TVI

Donos disto tudo

Autoria: Maria João Cruz; Ana Rita Ribeiro; Daniel Leitão; Guilherme Fonseca; Joana Marques; Mário Botequilha; Patrícia Castanheira; Susana Romana; Vítor Elias

Realização: Fernando Ávila - RTP

DANÇA

MELHOR COREOGRAFIA

A Perna Esquerda de Tchaikovski de Tiago Rodrigues

Projecto Continuado (2015) de João dos Santos Martins

Tábua Rasa de António Cabrita, Henriett Ventura, São Castro e Xavier Carmo

RÁDIO

MELHOR PROGRAMA DE RÁDIO

Programa da Manhã Antena 1

Fila J TSF de José Carlos Barreto

A Vida dos Sons Antena 1 de Ana Aranha e Iolanda Ferreira

ARTES VISUAIS

MELHOR EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICA

Civilizações de Tipo I, II, III de Rui Toscano

HELENA ALMEIDA: MINHA OBRA É O MEU CORPO, O MEU CORPO É A MINHA OBRA de Helena Almeida

Todos os Livros deLourdes Castro

MELHOR TRABALHO DE FOTOGRAFIA

Through the Pale Dawn de Carlos Lobo

Posto de Trabalho de Valter Vinagre

One's own arena de José Pedro Cortes

MELHOR TRABALHO CENOGRÁFICO

Pirandello de José Capela

O Animador de Catarina Barros

E Morreram Felizes para Sempre de Rui Francisco e Susana Fonseca

LITERATURA

MELHOR LIVRO DE FICÇÃO NARRATIVA

O Olhar e a Alma Romance de Modigliani de Cristina Carvalho

Editora: Editorial Planeta

Jacarandá de Francisco Duarte Mangas

Editora: Teodolito

Perguntem a Sarah Gross de João Pinto Coelho

Editora: Dom Quixote

MELHOR LIVRO DE POESIA

A Sombra do Mar deArmando Silva Carvalho

Editora: Assírio & Alvim

L de Lisboa de Ana Marques Gastão

Editora: Assírio & Alvim

Persianas de Miguel Manso

Editora: Tinta-da-china

MELHOR LIVRO INFANTOJUVENIL

A Palavra Perdida de Inês Fonseca Santos e Ilustração de Marta Madureira

Editora: Arranha- Céus

Eu Quero a Minha Cabeça de António Jorge Gonçalves

Editora: Pato Lógico Edições

A Cantora Deitada de Sandro William Junqueira e Ilustração de Maria João Lima

Editora: Editorial Caminho

TEATRO

MELHOR ESPECTÁCULO

Demónios de Nuno Cardoso

I Can't Breathe de Elmano Sancho

Morceau de Bravoure de Companhia Cão Solteiro

MELHOR ACTRIZ

Sofia Marques emLisboa famosa, portuguesa e milagrosa

Micaela Cardoso em Demónios

Maria Rueff em António e Maria

MELHOR ACTOR

Marco d' Almeida em Macbeth

Pedro Frias em Demónios

Miguel Moreira em Ricardo III

MELHOR TEXTO PORTUGUÊS REPRESENTADO

Ifigénia; Agamémnon; Electra de Tiago Rodrigues

Cruzeiro de Abel Neves

Para uma Encenação do Hamlet de Jorge Listopad

CINEMA

MELHOR ARGUMENTO

Yvone Kane

autoria: Margarida Cardoso

Se eu fosse ladrão roubava

autoria: Regina Guimarães

As Mil e Uma Noites

Autoria: Miguel Gomes, Mariana Ricardo e Telmo Churro

MELHOR FILME

As Mil e Uma Noites

Autoria:Miguel Gomes

Montanha

Autoria: João Salaviza

Yvone Kane

Autoria:Margarida Cardoso

MELHOR ACTRIZ

Victória Guerra em Amor Impossível

Beatriz Batarda em Yvone Kane

Joana de Verona em As Mil e Uma Noites

MELHOR ACTOR

Gonçalo Waddington em As Mil e Uma Noites

José Mata em Amor Impossível

David Mourato em Montanha

MÚSICA

MELHOR TEMA DE MÚSICA POPULAR

Chama-me que eu Vou de David Fonseca

Os Tais deCarlão

Tu e Eu de Diogo Piçarra

MELHOR TRABALHO DE MÚSICA ERUDITA

Maestro Álvaro Cassuto pela obra José Viana da Mota - À Pátria (Royal Liverpool Philharmonic Orchestra)

Maestro Pedro Neves pelo Concerto na Casa da Música à frente da Banda Sinfónica Portuguesa com obras de Cândido Lima, Lino Guerreiro, Rui Rodrigues, Pedro Lima Soares e Diogo Carvalho, das quais 4 em estreia absoluta

Maestro Pedro Carneiro peloConcerto na Konzerthaus em Berlim com a Jovem Orquestra Portuguesa

MELHOR DISCO

Extinct de Moonspell

Quarto Crescente de Márcia

Infinito Presente de Camané

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Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.

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Crónica de Televisão

Cabeças voadoras

Já que perguntam: vários folclores locais do Sudeste Asiático incluem uma figura mitológica que é uma espécie de mistura entre bruxa, vampira e monstro, associada à magia negra e ao canibalismo. Segundo a valiosíssima Encyclopedia of Giants and Humanoids in Myth and Legend, de Theresa Bane, a criatura, conhecida como leák na Indonésia ou penanggalan na Malásia, pode assumir muitas formas - tigre, árvore, motocicleta, rato gigante, pássaro do tamanho de um cavalo -, mas a mais comum é a de uma cabeça separada do corpo, arrastando as tripas na sua esteira, voando pelo ar à procura de presas para se alimentar e rejuvenescer: crianças, adultos vulneráveis, mulheres em trabalho de parto. O sincretismo acidental entre velhos panteísmos, culto dos antepassados e resquícios de religião colonial costuma produzir os melhores folclores (passa-se o mesmo no Haiti). A figura da leák, num processo análogo ao que costuma coordenar os filmes de terror, combina sentimentalismo e pavor, convertendo a ideia de que os vivos precisam dos mortos na ideia de que os mortos precisam dos vivos.

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O jornalismo como "insinuação" e "teoria da conspiração"

Insinuam, deixam antever, dizem saber mas, ao cabo e ao resto, não dizem o que sabem. (...) As notícias colam títulos com realidades, nomes com casos, numa quase word salad [salada de palavras], pensamentos desorganizados, pontas soltas, em que muito mais do que dizer se sugere, se dá a entender, no fundo, ao cabo e ao resto, que onde há fumo há fogo, que alguma coisa há, que umas realidades e outras estão todas conexas, que é tudo muito grave, que há muito dinheiro envolvido, que é mais do mesmo, que os políticos são corruptos, que os interesses estão todos conexos numa trama invisível e etc., etc., etc."

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Uma mudança de casa para uma zona rodeada de radares fez que as multas por excesso de velocidade se fossem acumulando, umas atrás das outras, umas em cima das outras; o carro sempre o mesmo, o condutor, presumivelmente eu, dado à morte das sanções estradais. Diz o código, algures, fiquei a saber, que se pode escolher a carta ou o curso. Ou se entrega a carta, quarenta e cinco dias no meu caso, ou se faz um curso sobre velocidade, dois sábados, das nove às cinco, na Prevenção Rodoviária Portuguesa.

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Catarina Carvalho

Querem saber como apoiar os media? Perguntem aos leitores

Não há nenhum negócio que possa funcionar sem que quem o consome lhe dê algum valor. Carros que não andam não são vendidos. Sapatos que deixam entrar água podem enganar os primeiros que os compram mas não terão futuro. Então, o que há de diferente com o jornalismo? Vale a pena perguntar, depois de uma semana em que, em Portugal, o Sindicato dos Jornalistas debateu o financiamento dos media, e, em Espanha, a Associação Internacional dos Editores (Wan-Ifra) debateu o negócio das subscrições eletrónicas.