Dois museus, uma casa, uma assinatura: Aires Mateus

Proposta dos portugueses para a construção de um edifício para dois museus, em Lausanne, ultrapassou três Pritzkers.

Um edifício, dois museus. Museu do Design e da Artes Aplicadas Contemporâneas (MUDAC) no primeiro piso, Museu da Fotografia (L" Elysée)no piso inferior e, no meio, o foyer, biblioteca e loja, um prolongamento do espaço público e da praça que liga este edifício ao Museu de Belas Artes. Foi esta a resposta dos irmãos Manuel e Francisco Aires Mateus ao pedido de construção de dois museus que chegou de Lausanne, capital do cantão de Vaud, na Suíça. O resultado foi conhecido ontem, Dia Mundial da Arquitetura. Ganharam.

Ao telefone desde Lausanne, onde a dupla de arquitetos apresentou o projeto ontem de manhã e soube que tinha vencido, Francisco Aires Mateus explicou o projeto, inserido no pólo museológico que a cidade encomendou, ocupando antigos terrenos dos caminhos de ferro suíços. "Como o terreno é muito compactado, a ideia foi criar um prolongamento da praça longitudinal do Museu de Belas Artes", um espaço cultural que foi a concurso anteriormente.

"Convenceu o júri pela sua força, claridade e simplicidade"

O final dessa praça é um espaço coberto e aberto, onde estará uma sala polivalente, uma livraria e uma cafetaria, comuns aos três museus. "Um espaço em permanente contacto com o exterior. Um espaço de entrada, de passagem, de pausa. Uma praça coberta que dá acesso aos dois museus", descrevem os arquitetos Aires Mateus numa nota do atelier intitulada Um Museu, dois museus, um espaço, ponto de partida para este trabalho.

O teto é o chão do Museu do Design e Arte Contemporânea (MUDAC), o chão é o teto do Museu da Fotografia de Elysée. Ou, outra vez na descrição dos Aires Mateus: "Duas massas de betão. Numa ondulação geométrica, aproximam-se, tocam-se, abrem-se. Pelo céu ou através do pavimento, encontram a sua luz, subtil, controlada. Entre elas, o espaço flutua. O Museu L"Elysée desenha o pavimento, o museu MUDAC, a cobertura", diz ainda a nota do atelier.

Esta foi também a resposta da dupla ao pedido do cantão de Vaud. "Convenceu o júri pela sua força, claridade e simplicidade", diz a nota de imprensa da Plataforma Pole Museal, os clientes da obra, acrescentando que a decisão foi unânime.

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