Diretor do Museu do Chiado demite-se

A uma semana da inauguração da ampliação do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, o diretor da instituição, David Santos pediu a demissão do cargo. A DGPC aceitou.

Num comunicado enviado às redações, a Direção-Geral do Património Cultural informou ter recebido "hoje o pedido de demissão do diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, David Manuel Gargalo dos Santos, o qual foi aceite pelo Diretor-Geral do Património Cultural", Nuno Vasallo e Silva.

A demissão acontece a uma semana da inauguração da ampliação das instalações do museu e da exposição com as obras da coleção da Secretaria de Estado da Cultura, um conjunto de obras que foi sendo reunido desde 1975. E é a coleção o pomo da discórdia.

Um despacho de 4 de fevereiro de 2014 determina "a afetação da denominada Coleção SEC à Direção-Geral do Património Cultural, com incorporação das suas obras no Museu do Chiado/Museu Nacional de Arte Contemporânea/Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, salvaguardando-se a observância de Protocolos e ou Acordos entretanto celebrados".

De acordo com o Público, que teve acesso à carta de demissão de David Santos, terá sido pedido ao agora ex-diretor que omitisse dos materiais de divulgação quaisquer referências à incorporação das obras na coleção do MNAC/MC.

O nome da exposição que estará patente no Convento de S. Francisco, antigas instalações do Governo Civil, no Chiado, também terá sido mudado. De Narrativa de uma colecção - o legado da Secretaria de Estado da Cultura ao MNAC-MC para Narrativa de uma colecção - Arte Portuguesa na Colecção SEC (1960-1990).

Já esta semana, Jorge Barreto Xavier determinou a revogação do despacho de fevereiro de 2014 (ainda a aguardar publicação em Diário da Tepública), mantendo-se os depósitos nos locais onde já se encontravam, nomeadamente a Fundação de Serralves e o Museu de Aveiro.

A Secretaria de Estado da Cultura confirma que foram "suscitadas questões entre diferentes estruturas públicas da área da cultura e a Fundação de Serralves em relação à alocação e modo de gestão da chamada Coleção SEC".

A exposição prevista para o MNAC/MC mantém-se e quando terminar, em junho de 2016, "as obras serão depositadas onde já se encontravam anteriormente".

O cargo de diretor do Museu Nacional de Arte Contemporânea - Museu do Chiado "será assegurado pelo Subdiretor-Geral, Samuel Rego, até ser designado um novo diretor, nos termos da Lei", informou ainda a DGPC.

David Santos estava à frente do Museu do Chiado desde dezembro de 2013, para onde transitou depois de seis anos no Museu do Neo-Realismo, de Vila Franca de Xira.

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