Conflitos orquestrados sob a batuta de Joana Carneiro

Maestrina titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa dirige amanhã (17.00) concerto no Grande Auditório do CCB, o primeiro de quatro.

Na noite de quinta-feira, face a "um frio glacial", mais de 150 músicos da área de Londres responderam ao apelo de Vanessa Lucas-Smith (violoncelista do Quarteto Allegri) e reuniram-se em Trafalgar Square para tocar o Adagio para cordas, de Samuel Barber, em homenagem às vítimas do ataque ao Charlie Hebdo. Amanhã à tarde, no CCB, o concerto da Orquestra Sinfónica Portuguesa começa com o mesmo Adagio para cordas!

Uma coincidência feliz, mas que "faz com que este concerto até ganha em pertinência", considera Joana Carneiro, e completa: "por acaso, durante os ensaios, alguns músicos comentaram que ganhara um novo sentido fazer este programa, esta semana". A ligação da pungente peça de Barber à noção de conflito é indireta e prende-se com a sua utilização na banda sonora do filme Platoon, ambientado durante a Guerra do Vietname.

Outra obra em cartaz amanhã, em estreia portuguesa, é a Doctor Atomic Symphony, do também norte-americano John Adams (n. 1947), compositor com o qual Joana tem uma relação próxima: "o John Adams fez esta sinfonia em 2008 e ela dá-nos um bom retrato da ópera, do compositor e da sua produção mais recente. Já a dirigi várias vezes".

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