Secretário de Estado da Cultura: Raúl Ruiz era realizador de excepção

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, lamentou hoje a morte do cineasta chileno Raúl Ruiz, classificando-o "um realizador de excepção que estabeleceu com Portugal uma relação quase umbilical".

"O desaparecimento de Raúl Ruiz é obviamente uma perda para todos os que admiram a arte do cinema, perda essa tornada ainda mais dolorosa por surgir numa altura em que o cineasta obtinha um reconhecimento mundial generalizado da qualidade do seu trabalho cinematográfico", considerou o responsável numa nota hoje enviada à Lusa.

Depois de a sua relação próxima com Portugal ter originado "nove obras cinematográficas de relevo, incluindo a mais recente obra-prima, 'Mistérios de Lisboa', Ruiz pretendia fazer mais um filme sobre uma obra de Camilo Castelo Branco, "O Livro Negro do Padre Dinis", indicou.

Em 2009, enquanto cronista, Francisco José Viegas destacara já a capacidade de Raúl Ruiz para entender "o talento extraordinário de ficcionista e historiador" de Camilo Castelo Branco, "que os portugueses ignoram por não ser 'moderno', nem 'francês', nem 'cosmopolita'".

"Além do mais, graças ao mais recente filme do realizador chileno, é de sublinhar o sucesso editorial da obra de Camilo em França, por exemplo", observou.

O secretário de Estado recordou ainda que a Cinemateca Portuguesa inicia a 01 de Setembro a sua programação para 2011/2012 com uma grande retrospectiva dedicada à obra de Raúl Ruiz, autor de mais de 100 filmes ao longo de 30 anos de carreira.

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