Quem nomeia e quem vota os Óscares?

"And the Oscar goes to...", até chegar a este célebre anúncio muito é feito por parte da organização e da Academia, nomeadamente, o procedimento de eleição e voto dos candidatos.

As votações e, consequente, eleição dos vencedores, estão a cargo exclusivo da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood (Academy of Motion Picture Arts and Sciences). Qualquer filme pode concorrer ao Óscar, desde que a sua estreia tenta decorrido ao longo do ano anterior e que tenha sido exibido comercialmente em, pelo menos, três salas de cinema da zona de Los Angeles durante sete dias consecutivos.

Integrando estas condições, a Academia selecciona os cinco candidatos à escolha final. Cada profissional elege dentro do seu ramo de especialidade e todos os membros, perto de 6 mil profissionais, escolhem os candidatos a melhor filme. Após esta seleção, todos os integrantes da Academia, votam no melhor dentro dos cinco nomeados de cada categoria. Na categoria de melhor filme o leque de opções ultrapassa os cinco candidatos até um máximo de dez (este ano são nove).

O critério de selecção é, por norma, demorado. A Price Waterhouse é a empresa de consultoria e estatística que organiza a votação. Requer-se um sigilo absoluto durante todo o processo de eleição e, até à data, não houve conhecimento de rutura do mesmo.

As regras da Academia defendem que os nomeados não poderão tirar vantagem de nenhum relacionamento próximo com os membros da Academia ou recorrer a qualquer tipo de suborno. Levará a um cancelamento da nomeação, como aconteceu este ano com a nomeação da canção original Alone Yet Not Alone, cujo compositor, Bruce Broughton, antigo membro do Conselho de Administração da Academia, que integra atualmente enquanto membro executivo, terá contactado via email, os membros do comité musical com o intuito de persuadi-los sobre esta categoria. Desrespeitando as normas, a nomeação foi, de imediato, retirada.

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