'Plano de Fuga': a reunião de dois ícones da ação

Dois símbolos do "cinema de ação" estão de volta às salas escuras: Sylvester Stallone e Arnold Scwarzenegger protagonizam Plano de Fuga, que esta semana se estreou entre nós

Título: 'Plano de Fuga'

Realização: Mikael Hafström

Com: Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger

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Aos 67 anos, completados no passado dia 6 de julho, não se pode dizer que Sylvester Stallone dê mostras de estar a pensar na reforma. Longe disso. Aliás, em anos recentes, a sua atividade tem sido particularmente intensa, não apenas como ator, mas também como realizador, tendo mesmo dirigido as sequelas em que recuperou as suas personagens mais célebres: Rocky Balboa (2006), o pugilista de Filadélfia, e John Rambo (2008), o veterano do Vietname. Agora, em Plano de Fuga, descobrimo-lo lado a lado com Arnold Schwarzenegger, outra figura lendária do "cinema de ação", empenhado em relançar a sua carreira depois de quase oito anos (até 2011) como governador do estado da Califórnia.

Não terá sido por acaso que, quando surgiram as primeiras notícias sobre o projeto de Plano de Fuga, a escolha inicial para a personagem central, um detido numa prisão de alta segurança, era Bruce Willis.

De facto, pode dizer-se que há, aqui, um conceito de "ação" que não é estranho a alguns títulos marcantes da sua filmografia, nomeadamente a série iniciada com Die Hard (1988). O certo é que Willis acabou por não estar disponível, surgindo Stallone a assumir a figura de Ray Breslin, um prisioneiro apostado numa fuga espetacular, anulando os mais sofisticados mecanismos de segurança; o conhecimento de outro prisioneiro, Emil Rottmayer (Schwarzenegger), vai ser essencial na montagem dessa fuga...

Mesmo sem revelar as peripécias de Plano de Fuga e, sobretudo, o seu desenlace, há que referir uma nuance que, aliás, está exposta no próprio trailer de promoção do filme: de facto, Breslin não é um verdadeiro prisioneiro, mas, sim, um especialista em testar os estabelecimentos concebidos para conter os prisioneiros mais perigosos. Depois de ter trabalhado como funcionário civil, ele constituiu a sua própria empresa de segurança, frequentemente solicitada para avaliar a segurança das prisões. Mais do que isso: Breslin funciona como cobaia dos seus próprios testes.

Realizado por um cineasta sueco, Mikael Hafström, que tem mantido uma relação regular com a indústria americana (dirigiu, por exemplo, o filme de terror O Ritual, com Anthony Hopkins), Plano de Fuga é um objeto que, à semelhança de outras produções do mesmo género, tenta atrair uma franja de público cuja formação já não é de natureza cinéfila, mas sobretudo ligada ao universo das "séries de ação" e dos jogos de vídeo. Não deixa de ser curioso assinalar que o respetivo trailer teve a sua estreia não nas salas escuras, mas no site IGN (Imagine Games Network), cujos principais conteúdos têm que ver, precisamente, com o consumo dos jogos.

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