Palma de Ouro dedicada à juventude da Turquia

Já distinguido em anteriores edições do festival, o turco Nuri Bilge Ceylan conseguiu com Winter Sleep o prémio máximo, atribuído por um júri presidido por Jane Campion.

Se é verdade que o Festival de Cannes consegue preservar uma visão calorosa da comunidade cine-matográfica internacional, então pode dizer-se que a cerimónia de encerramento da sua 67.ª edição, consagrando Winter Sleep, do turco Nuri Bilge Ceylan, com a Palma de Ouro, foi recheada de momentos de exemplar simbolismo.

Não foi uma cerimonia ágil na sua organização (uma tradição pessimista diz também que Cannes se limita a imitar, mal, o fausto dos Óscares...). O ator Lambert Wilson bem se esforçou por fazer uma apresentação ligeira e rigorosa, mas os percalços multiplicaram-se, incluindo a saída de palco do vencedor da Palma das curtas--metragens, o colombiano Simon Mesa Soto, sem ter feito o seu discurso de agradecimento...

Foi na apresentação da Câmara de Ouro - que distingue o melhor primeiro filme de todas as secções (competição oficial, Un Certain Regard, Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica) - que terá ocorrido o principal momento simbólico: a presidente do júri, Nicole Garcia, surgiu acompanhada de Gilles Jacob, que com esta edição termina as suas funções de presidente do festival, depois de ter sido uma figura central em mais de três décadas da sua história. Nomeado em 1977 para o cargo de delegado geral (hoje da responsabilidade de Thierry Fremaux), Jacob soube transformar Cannes num evento que se distingue pela pluralidade cultural e comercial, sempre aberto à afirmação de novos valores, como fez questão em referir, lembrando precisamente a criação da Câmara de Ouro, em 1978.

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