Spike Lee realiza documentário sobre Michael Jackson

O realizador norte-americano, Spike Lee, está a preparar um documentário sobre "Bad", o clássico álbum lançado em setembro de 1987, do desaparecido rei da música pop, Michael Jackson, avança hoje o jornal espanhol ABC.

Apesar da data de estreia ainda não estar prevista, o cineasta de Nova Iorque já está na última fase de produção de "Bad", um documentário sobre o álbum e digressão que Michael Jackson fez naquela época.

Spike Lee reconheceu que, não obstante ser amigo e grande fã de Jackson, o processo de busca de informação tem sido muito proveitoso.

"Tivemos acesso aos arquivos de Michael Jackson... escreveu 60 demos para o álbum "Bad", mas apenas 11 foram gravadas. Agora pudemos ouvir muitas dessas coisas. Foi uma grande experiência", disse Spike Lee.

O documentário inclui também imagens inéditas do rei da pop. "Temos vídeos nestes documentário que mais ninguém viu, coisas gravadas pelo próprio Michael Jackson e cenas de bastidores", explicou.

John Branca e John McLain, co-produtores do filme, manifestam-se muito contentes por Lee ter concordado em realizar o documentário: "O génio de Spike Lee como narrador, combinado com a sua paixão e admiração pela arte de Michael, faz dele o cineasta certo para contar a história de "Bad"".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.