O ano dos filmes portugueses

Quando Rui Pereira, um dos directores responsáveis pelo IndieLisboa, apresentou, em finais de Março, a programação da edição deste ano do festival (começa amanhã e encerra no dia 2 de Maio), disse que se esta tivesse que ser resumida em duas palavras, elas seriam: "cinema português".

Com 40 filmes no total (12 longas-metragens e 28 curtas, uma delas um desenho animado), que podem ser vistos nas várias secções, competitivas e não competitivas, este é o ano dos recordes para o cinema português no Indie (excepção feita a 2006, quando o prolífero Edgar Pêra foi o Herói Independente do festival).

Entre muitos outros, e para além do documentário Fantasia Lusitana, de João Canijo, que terá honras de abertura oficial (ver entrevista nestas páginas), serão exibidos filmes como Guerra Civil, a estreia nas longas-metragens de Pedro Caldas (Competição Internacional e Nacional); Como Desenhar um Círculo Perfeito, uma história de incesto assinada por Marco Martins (Sessões Especiais), realizador que tem também, a meias com André Príncipe, Traces of a Diary nas Sessões Especiais; o desenho animado Os Olhos do Farol, de Pedro Serrazina (Competição Nacional de Curtas); curtas-metragens de cineastas como Sandro Aguilar, Ivo Ferreira ou João Figueiras; documentários como A Cidade dos Mortos, de Sérgio Tréfaut (Sessões Especiais), sobre o cemitério do Cairo, onde vivem cerca de um milhão de pessoas; Sem Companhia Além do Medo, de João Trabulo (Competição Nacional), filmado numa prisão do norte do país); ou Ilha da Cova da Moura, de Rui Simões (Pulsar do Mundo), sobre o quotidiano deste bairro "problemático".

E mesmo na secção IndieMusic há cinema português, pela mão de Jorge António (Angola-Histórias da Música Popular, Kuduro-Fogo no Museke e O Lendário "Tio Liceu" e os Ngola Ritmos) e graças a uma série de documentários e concertos carimbados pelo MusicBox Club Docs.

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