Designer acusa agência de Spike Lee de plágio e roubo

Numa carta aberta, o designer Juan Luis Garcia acusa a agência de publicidade do novo filme de Spike Lee, um remake de Oldboy, de roubar o seu trabalho.

"Caro senhor Lee, é com tristeza e esperança que escrevo esta carta aberta para si". Assim começa a carta deste artista, que apenas deseja ver o seu trabalho reconhecido e receber o que lhe é devido.

Algo que Juan Luis Garcia espera que Spike Lee compreenda. "Eu sei que irá entender a minha história, sou apenas um artista a tentar ter uma vida digna", refere o designer na carta, "o que se torna impossível quando querem que trabalhemos de graça ou para exposição".

Na carta, disponível para leitura no seu website, o designer refere que foi contactado por uma agência para criar os ditos cartazes promocionais para o filme Oldboy e que foi informado de que não tinham muito dinheiro para lhe pagar, mas que seria possível receber "uns trocos".

"Tentei negociar mas recusaram. Faço a mesma quantidade de dinheiro num único dia, como assistente de fotografia, e trabalhei de forma quase exclusiva para eles por dois meses", explica.

Garcia, que ao navegar pela Internet encontrou os seus cartazes por acaso, afirma ainda nunca terem sido assinados contratos, nem qualquer acordo para a exposição ou doação do seu trabalho.

Mas, para o artista, o pior é nunca ter visto sequer os tais "trocos" que lhe foram prometidos pelo trabalho.

A carta termina com o desejo de resolução deste problema e com votos de sucesso para o filme de Spike Lee, daquele que revela ser mais um dos seus fãs.

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.