Fantasporto recorda hoje 'Red Shoes'

O filme clássico de Michael Powell e Emeric Pressburger abre hoje a segunda etapa da programação da 33ª edição do festival portuense.

Depois de terminada a época do pré-Fantas, que decorreu até onten, um dos maiores destaques da edição deste ano vai inevitavelmente para a comemoração do 65.º aniversário da estreia em Portugal de Os Sapatos Vermelhos (1948), uma das obras-primas da dupla de realizadores britânicos Michael Powell e Emeric Pressburger, com a exibição do filme numa cópia restaurada pelo British Film Institute na sessão de abertura oficial, pelas 23.30 hojer, no Teatro Rivoli. Uma sessão que é, na verdade, dupla, já que nesta mesma noite poderemos ver, pelas 21.00, Mamã (com data de estreia comercial marcada para 7 de março), filme de terror realizado por Andrès Muschietti, protagonizado por Jessica Chastain e produzido por Guillermo del Toro - também considerado como um dos títulos da competição oficial.

O Fantasporto, que decorre no Teatro Municipal Rivoli até dia 10, continuará reforçado na sua programação do cinema fantástico vindo diretamente do Oriente - destaque incontornável para o título mais recente do sul-coreano Kim Ki-duk, Pietà, que foi consagrado na passada edição do Festival de Veneza com o Leão de Ouro. Na secção Orient Express competirá também o aguardado filme do prolífico realizador japonês Takashi Miike, Ace Attorney, adaptação do videojogo homónimo. Mais de 80% dos 300 filmes que serão exibidos este ano são de produção europeia. 13 títulos portugueses competem na secção nacional para o prémio de melhor filme e 7 escolas estão representadas por dezenas de curtas-metragens de estudantes portugueses de cinema e audiovisual.

Não obstante as críticas ao ICA (feitas há poucas semanas em conferência de imprensa pelo fundador Mário Dorminsky, onde se alertou para o financiamento para os festivais de cinema e para a inexistência de um circuito de cinema que dê visibilidade a filmes "diferentes"), o Fantasporto prossegue o seu esforço em dar visibilidade ao cinema português. De tal modo que o Prémio Carreira deste ano será entregue a António de Macedo (que merecerá uma retrospetiva no festival), um dos nomes mais frequentemente esquecidos do Cinema Novo em Portugal e responsável por títulos como o belo e hipnótico Domingo à Tarde (1966) ou A Promessa (1972).

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