Fantasporto faz despedimento para evitar fim

A Cooperativa Cinema Novo, que organiza anualmente o Fantasporto, fez um despedimento coletivo que abrange seis das nove pessoas que faziam parte da sua estrutura. A medida é justificada pela quebra de receitas e a necessidade de "racionar os meios humanos por forma a concentrá-los em curto período - de novembro a março", na carta de despedimento enviada aos funcionários.

Nos quadros da Cooperativa permanecerão apenas os seus dirigentes, Beatriz Pacheco Pereira e Mário Dorminsky (este com contrato suspenso por exercer funções como vereador da câmara de Gaia) e a mais antiga funcionária do Cinema Novo, Irene Pires, administrativa.

Mário Dorminsky confirmou ao "Público" que se trata de uma medida para conseguir "um mínimo de equilíbrio financeiro que permita a continuação da sua atividade". E acrescenta: Pode ser um pré-fim do Fantasporto, mas fizemos isto para evitar o pior, uma insolvência".

Ao DN, Beatriz Pacheco Pereira remeteu para mais tarde um comunicado em que será explicada esta medida, corrigindo informações que estão a chegar às redações através de um mail assinado "Em defesa do Fantasporto", que anexa uma exemplar da carta de despedimente e faz críticas à gestão de Mário Dorminsky e à direção da Cooperativa Cinema Novo. O DN está a contactar quem enviou estas informações.

O Fantasporto vai na 33.ª edição (o último festival aconteceu entre entre 25 de fevereiro e 10 de março) e fez parte do grupo de festivais que recebeu um apoio plurianual do Instituto do Cinema e Audiovisual, em 2010, que contemplava verbas de 100 mil euros por ano em 2011, 2012 e 2013, como divulgou o Instituto do Cinema e Audiovisual.

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