Diretores do Fantas aguardam "serenamente e colaborantes"

Os diretores do Fantasporto garantiram hoje que aguardam "serenamente" e serão "colaborantes" com possíveis inspeções à gestão da Cinema Novo, cooperativa que organiza aquele festival de cinema, acusada recentemente de ilegalidades.

A Visão avançou na quinta-feira que o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) recebeu uma denúncia dando conta de eventuais ilegalidades na organização do festival de cinema Fantasporto, nomeadamente fuga ao IVA e falsificação do número de espetadores.

"Não fomos notificados, nem por outra via temos conhecimento, de qualquer queixa, anónima ou não, ICA ou a qualquer outra entidade. (...) Aguardaremos serenamente e seremos colaborantes", afirmam Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira num comunicado enviado hoje à agência Lusa.

O festival é organizado pela cooperativa Cinema Novo, dirigida por Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira.

Na quinta-feira, o ICA confirmou à Lusa ter recebido uma denúncia sobre eventuais ilegalidades na organização do festival de cinema, tendo remetido a mesma para a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) e para a Autoridade Tributária (AT).

A Lusa tentou obter esclarecimentos junto destas duas entidades, mas até ao momento não foi possível.

Na nota hoje enviada à Lusa, Mário Dorminsky refuta várias acusações referidas na queixa citada pela revista Visão.

Nesse documento, o festival é acusado de fugir ao IVA, por exemplo, na venda de produtos, como livros e DVD, de bilhetes, dos quais não terá emitido faturas.

"Não há fugas ao IVA ou a qualquer outro imposto", garantem os responsáveis, referindo que "tal ainda foi confirmado há menos de dois meses através de auditoria completa das Finanças".

Além disso, há ainda suspeitas de que o festival falsifique o número de espetadores, prejudicando assim festivais que com ele concorrem a apoios do ICA. Algo que os diretores do Fantasporto dizem ser "mais uma mentira".

"O excesso (sempre diminuto) de bilhetes emitidos relativamente ao número de espetadores é irrelevante para efeitos de atribuição de subsídios, pela singela razão que o acesso aos subsídios, nos termos legais, é assegurado desde que o festival tenha mais de dez mil espetadores, não importante qual o número máximo atingido", afirmam.

Os diretores acrescentam que, na última edição do festival, "houve mais de 36 mil espetadores".

Exclusivos

Premium

Liderança

Jill Ader: "As mulheres são mais propensas a minimizarem-se"

Jill Ader é a nova chairwoman da Egon Zehnder, a primeira mulher no cargo e a única numa grande empresa de busca de talentos e recursos. Tem, por isso, um ponto de vista extraordinário sobre o mundo - líderes, negócios, política e mulheres. Esteve em Portugal para um evento da companhia. E mostrou-o.