Denúncia contra Fantas não impediu candidatura a apoios

Uma denúncia de fuga ao IVA, faturação duplicada e falsificação do números de espectadores foiencaminhada pelo Instituto do Cinema e Audiovisual para a Autoridade Tributária e Inspeção-Geral das Finança.

Fugas ao IVA, faturação duplicada e falsificação nos números de espectadores que assistem ao festival de cinema Fantasporto. As queixas contra a cooperativa Cinema Novo, fundada por Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira, chegaram em maio ao Instituto de Cinema e Audiovisual. E foram encaminhadas nesse mês por esta entidade para a Autoridade Tributária e para a Inspeção-Geral das Atividades Culturais. O que não impediu que o evento se mantivesse no concurso aos apoios financeiros para 2014.

Confirmada a denúncia, revelada ontem pela revista Visão, as instituições remetem-se ao silêncio. "É uma matéria específica de um dos organismos da tutela do secretário de Estado da Cultura, o ICA, e está por este instituto a ser tratado nos termos adequados", limita-se a dizer a Secretaria de Estado da Cultura, em comunicado divulgado ontem. E o instituto que regula o apoio ao cinema em Portugal diz que "dada a natureza da matéria em causa, o ICA não considera oportuno neste momento prestar mais informações e declarações sobre este assunto".

Mário Dorminsky, vereador da cultura da Câmara Municipal de Gaia com o mandato suspenso na cooperativa Cinema Novo, garantiu à Lusa que "nunca foi cometida qualquer ilegalidade". Ao DN, por e-mail, afirmou apenas estar a aguardar instruções do advogado.

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